Te vi naquele instante,
Parado, em minha fronte.
Às vezes te estranho,
Às vezes te entranho,
Mas ali, nada fiz.
Permaneci parada
Desvanecida da sua saturação.
Escondida, atrás do nada
Ouvindo sua respiração.
Em um segundo não me vistes
Em outros dois, reconheceu.
Mais três para aproximar-te
E uma eternidade ao lado meu.
Mostrando postagens com marcador amizade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amizade. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Amizade
Acordar num qualquer dia
Com sorriso n'alma inteira,
Cantarolar melodias,
Deitar sob a árvore na esteira.
Felicidade fácil essa minha
Que surge sem parar.
A alegria é branda e brinda
À amizade
E faz tilitar.
Dedicado a Felipe, Carol e Mateus
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Passarinho

Passarinho na minha cabeça
Pia a pura e clara paixão,
Voa alto, enviesa
E leva pra lá solidão.
Voa n’ampla mente qu’o abriga,
Saca pensamento vão.
Bate asa, arrepia
E leva pra lá solidão.
Vez ou outra ele sai,
Acha a fenda, pede perdão.
Mas jamais se esquece
De levar pra lá solidão.
Pia pia; pés ao chão.
Bate a asa, bate o vento
E sempre volta co’a canção.
Pia a pura e clara paixão,
Voa alto, enviesa
E leva pra lá solidão.
Voa n’ampla mente qu’o abriga,
Saca pensamento vão.
Bate asa, arrepia
E leva pra lá solidão.
Vez ou outra ele sai,
Acha a fenda, pede perdão.
Mas jamais se esquece
De levar pra lá solidão.
Pia pia; pés ao chão.
Bate a asa, bate o vento
E sempre volta co’a canção.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
LOUCOS E SANTOS
Li e amei, me identifiquei pakas *--*
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.
(Oscar Wilde)
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.
(Oscar Wilde)
Assinar:
Comentários (Atom)