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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Invisível

Te vi naquele instante,
Parado, em minha fronte.
Às vezes te estranho,
Às vezes te entranho,
Mas ali, nada fiz.

Permaneci parada
Desvanecida da sua saturação.
Escondida, atrás do nada
Ouvindo sua respiração.

Em um segundo não me vistes
Em outros dois, reconheceu.
Mais três para aproximar-te
E uma eternidade ao lado meu.

domingo, 11 de maio de 2014

Por inteiro

E quando vi o seu luar
De mãos dadas com o meu amanhecer,
Descobri na sua felicidade
Que nunca sorri com tanta facilidade.

E a verdade no seu olhar
Me lembrou como respirar,
Então sanei a bronquite
Pois minha falta era um coração
Que de tão puro e doce,
Raro e leve,
Gigante e verdadeiro
Me ensinasse a amar
E ser feliz tão por inteiro.

sábado, 3 de maio de 2014

Diário da apaixonada

Avisto-o de longe
Enquanto veste-se com a noite
-E tudo de mais possível
há de acontecer por ali.

A lua sobe com sua descida
E desce de sonhos chegados.
Musico esta hora na minha lembrança
Desse passado quase presente
E desse futuro vindouro
Apressado e quente.

Sol raiar e uma trilha
Já desenhada para seguir
E seu sorriso ao fundo dela
Fenece as amarras
E me livra para sumir.

Desapareci sem contas a pagar
Ou marcas a deixar.
Somente aqueles corações
De mim poderão lembrar
E a marca do passado,
Do futuro,
É presente.

E agora eu não sou carne
Sou sua alma.
E o horário faz-se ausente
E a lua, presente
Nossos espíritos? Ardentes.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Violão

Vou desenhar um violão
Na sua testa
E poderei para sempre
Tocar-te e tocar-te.
As cordas, seus belos cabelos.
O som? Batidas do meu coração.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Gota

A gota escorrendo na pia
É a mesma que pousou em meu nariz.
Analogo a alegria do nascimento
Daquela água tratada
À felicidade que vida sua vida minha
E vinda, é muito bem-vinda!
E vinha e veio e ficará.

O meu peito cedeu-se
Todo em berço
Para todo e vindo
Te amar.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Rimas de um acorro, rimas de um amor.


Eu sou capaz de enxergar na escuridão.
Minha luz não proveio dos olhos,
Ilumino alas com o coração.

Eu sou capaz de enxergar na escuridão.
Seu corpo, cada canto,
Suas curvas em minhas mãos.

Ele se ocultou ao amor: pobre rapaz.
Sou o dever e a obrigação de fazê-lo querer mais.
Sou o guia e a proteção,
O passado da perdição
E o futuro que o levará à salvação
Deste pobre coração:
Fechado, em corrosão.
Dou-lho sua tinta,
Seu amaciante
E seu caminho
-Pobre coração.
Abri-lo-ei ao mundo
Enquanto ainda há tempo.
Abri suas grades: Voe livre!
Se não lembrar como fazê-lo,
Regresse,
A voar ensinarei-lhe novamente
E seguirei minha canção.

Em seu corpo voo mais,
Já deixei tal coração em paz.
Abri minhas mãos a ti
E recebo inconsciente de paixão
Sua luz que se combina
Com a luz do meu coração.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Fluiu.


Te possuo sem possessão,
Na cela mais protegida.
Te amo sem ilusão,
Único espelho são seus olhos.
Acaricio seu coração,
Faz-me jurar de olhos vendados.
Sou por ti
Ali e aqui
E nesse mundo que tanto vi
O amor descobri.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Em brasas



Ela levanta da cama, o dia está nublado. O calor sua sua nuca e gruda seus cabelos. O calor afasta-a das pessoas e traz lembranças, desejos à tona.
O calor. Ah, o calor...
Aquece seus músculos, agita os instintos. Dança, pula, queima, ferve. O desejo se agita. Seu balde d'água, o único que é capaz de incendiá-la e apagar toda sua brasa, flutua em sua mente -parece obcessão. Ela luta, contra o calor, contra a obcessão. Piscina. Redes sociais. Ele não sai de sua mente. Distração. Música. Sono. Ele não sai de seus sonhos. Enfim, não dá para render-se a uma semente bem plantada, principalmente se o solo for a terra árida de seu próprio coração. Salvação e aceitação hão de andar juntas.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Trajetória do amor


Meu amor é água: livre e desimpedido.
Não é rio nem mar.
Lagoa?
Faz-lhe arrepiar.
Apenas corre por aí,
Existe por existir.
De nuvem em nuvem, viaja pelo mundo.
E eu, ave: passeio pelo céu.
O amor escorre de mim;
Desinibido, espalha-se ao léu.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013



Quando sua boca encostou na minha, o fogo que saía de lá calou-se
E aquele beijo fê-lo alojar-se em meio ao meu coração.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Conselho de escritor



Não é como um pingo d'água,
Tão leve e esgueiro.
Não passa correndo,
Mas não demora a ficar.

Essa é a vida,

Que pode ser de tantos jeitos.
Aprenda com ela
E com você ela aprenderá.

Tudo na vida tem o seu fim,

Início e meio,
Menos o amor:
Ele vem para ficar.

Não depende da vida,

Não sai do lugar.
Mas depende da vida
E cabe a você aprender a amar.

Se seu tempo for escasso

E a vida dura,
Há de preparar o jardim
E esperar. Florescerá.

Viva com vigor,

Ame sem pudor.
Agite, livre:
É meu conselho de escritor.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Só difícil

Meu coração sente às vezes que é difícil.
Acho que são minhas defesas,
Alguns linfócitos protegendo meus sentimentos.


Mas agonia-me resistir.
Agonia a distância,
Desassocia meus neurônios.


Já parei no pensamento
De uma ideia de ter-te
Abraçado em minha presença:
Corpo e alma.
Como seria?
Ah, comoção.


Fiz uma nota
E guardei sob minha pele:
Nota de saudade.
Sei que é inteiro meu
E não devo me preocupar.
Vejo em seus olhos todas as vezes,
Todas as vezes...


Mas sabe? Às vezes é só difícil.

domingo, 23 de setembro de 2012

L'amour

Tanta gente nesse mundo
E eu apaixonada por você.
Sei de sua alma de baixo para cima
E de cima para baixo.
Faço mil histórias,
Canto sozinha
E mostro ao mundo o amor.


O amor para tantos é uma ferida,
Purulenta e dolorida
Mas digo sim que quem se engancha
Nas grades do amor, invisíveis,
Encontra em si uma marca -perene-
Que traz a maior felicidade do mundo,
Alegra e não suscita feridas.
Muitos buscam esse amor
E não encontram pois ele é improcurável,
Invisível,
Inexplicável.
E não sabem que ele nos encontra
E não abandona:
é Interminável.

domingo, 2 de setembro de 2012

Epifania de você

Eu, que sempre vivi sozinha,
Nunca compartilhei minha verdadeira dor.
Bordava sorrisos de mentirinha
Com agulhas de flor.

Eu, que via flores em tudo
Já não reparava
A secura de meu jardim.
Tantas flores desperdiçadas
Para não deixar correr para fora
Mi'as lágrimas de cetim.

Amigos sempre tive,
Riam comigo aonde fosse.
Sempre sequei suas lágrimas,
Mas as minhas, escondia atrás de meu doce.

Até que, n'um belo dia,
Jardineiro passou pelo meu jardim.
Como o viu eu não sei
Mas aproximou-se de mim.

Eu, que nunca amara
Apaixonei-me por quem regou minhas flores
E não deixou mais eu colhê-las;
Compartilhou meus horrores.

E então foi assim,
Nessa história sem fim,
Florescendo o jardim
Que escondia atrás de mim.
Mas quando a tristeza trazia a vontade
De arrancar uma flor,
Encontrava meu jardineiro, triste igual,
E consolávamonos juntos, banhados de amor.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Rapunzel

Vida de uma princesa
Guardada no castelo de seus sonhos.
Presa ao passado
Retida no presente
Provocando o futuro.

Sonolenta e bela carne
Sem sentir a luz do sol
Comenta seu passado
Ignora seu presente
Almeja seu futuro.

Na visita de sua única
Talvez não única
Esperança,
Sua mãe postiça
Sua fera enrustida,
Ela esquece do dia
Esquece da noite
E da solidão,
Só se vê na sua inspiração.

Mas quando o príncipe astuto
Resolve escalar sonhos revoltos
E adentrar abertura de incertezas,
Enfim a bela princesa sabe
Que o dia tão sonhado
O momento aguardado
Era não-mais do que aquele garoto esperto
E cheio de vitalidade.
Seu resgate, seu resguardo,
Sua vitória de tantas lutas sonhadoras.

Mostra-lhe o caminho
Da saída trancada por feitiço
E os dois aventureiros
Aprendem com o tempo a burlar-la
E enfim vêem-se no mundo real:
Tão fictício quanto o de sonhos
Mas com o final feliz
Mais belo que se podia imaginar.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Um poema para você

Só preciso olhar para dentro
Para enxergar você.
Toco em minhas vísceras
E encontro-lhe outra vez.


Nada fez para entrar
E, por lá, preso acabou por ficar.
És minha borboleta viva
Que me ensinou a voar,
És meu amuleto da sorte
Que me apresentou ao amar.


Uma alma de luz, meu alento
Brasa enérgica
Iluminando e recarregando
Minha alegria
Nos momentos de escura agonia.
Agradeço ao Todo-Poderoso
Pela sua vinda até mim.
Te amo de corpo e alma
E será assim até o fim.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Meu amor

Às vezes sinto medo;
Um medo bobo, pueril
De que o que se criou
Escorra ralo abaixo.


Entristeço-me, fico encabulada
De pensar tais asneiras.
Resolvi meus receios em um toque:
Guardei todo meu bem valioso
Às sete chaves, no armarinho do meu

coração.
Lá, pode ser admirado, tocado, utilizado.
Só não pode ser tirado.
Por quê?
Oras, amor depois que entra
Não se quer, nem sai nunca mais.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Abatendo o delírio

Lisergia que acorda os famintos olhos
Cansados de esperar pela realidade desse lampejo
De ver a chuva bater sem ferir
Incendeia minha verve.
Fito o relâmpago, arremessam-me estacas,
O incerto machuca, o incerto abate.
Dum instante ao outro todo esse imaginário dissipa-se
Junto com a neblina que embassa e confunde a visão
Que faz pensar que a chuva não dói.
A chuva dói, sim
Mas podemos evitá-la.
Podemos amar, e assim cobrir-nos impermeáveis.
Mas a neblina que ainda hoje me fez deixar a sanidade
Volta quando lhe dá vontade
E apenas um outro olhar faminto e talvez nem tão cansado
Pode levar-me onde a neblina não bate,
Levar-me às nuvens,
Fenecer minha tensão.
Abater-me dos lampejos,
Apagar a escuridão.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Ao acordar de você

Hoje sonhei com você.
Estávamos em uma corrida, uma grande maratona.
Passei de você; dei de encontro ao chão.
Lágrimas correram tímidas
Dando de encontro em uma generosa mão estendida
À espera de um rosto rosado
E dedos esfolados impulsionando o corpo  dolorido.
Hoje acordei com falta de você.
Tropeçamos pelo impulso no sonho e rolamos até o infinito,
Amamo-nos, sob o céu boreal que surgiu  repentino.
Derretemos, acordei sem você.
Hoje preciso retornar ao sonho,
Achar você acordada,
Novamente derreter
E viver de amor e querer.

segunda-feira, 7 de maio de 2012





Te conheci há uns anos
Você se tornou apenas uma amiga
Mas com o passar do tempo
Descobri essa paixão escondida

Sem ao menos entender eu me afastei
Quando vi que estava errado
Retornei rápido para não te perder
Te conquistei sem ao menos perceber

Disse que não queria nada
Mas se confundiu
Descobriu que me amava

F.A.A.J. <3'