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terça-feira, 24 de abril de 2012

Outono frio

Frio batendo no dorso frágil,
Espera inacabável por um ser que não vem.
Fico aqui, trêmula e calada
À procura desse outrém.

O lugar é belo, há árvores vazias,
Um campo morto vasto
E aves de rapina.


Avistei o meu amor:
Bem longínquo ele vinha.
Desembacei o óculos, manchado do vento frio
De pronto sumiu,
Pus-me sozinha.


Adormeci naquela neblina gelada
Que anunciava a noite breve
Dedos roxos, boca seca,
Coração fremitando, alma leve.


Enredei-me em umas folhas,
À paisagem integrei.
Hipotérmica, morrediça,
Simplesmente congelei.

domingo, 9 de outubro de 2011

Utopias...


Não quero amanhecer de uma vez só.
Quero olhar a praia,
Os lírios, jasmins.
Quero seguir o ritmo,
Clarear em tom marfim.

Não apenas conhecer continentes,
Ir mais fundo, ganhar cor.
Velejar os mil mares,
Fulgurar um belo amor.

Quimeras, medusas: abissais.
Logo após o rio,
Indelével, absinto,
Jaz um herói fugaz.
Embebido de tanto amor
Por um belo lobo
Enrustido em cordeiro,
Que abstem-se em seu leito
Robusto em furor.

Pego eu, meu cajado,
Encantado por magia,
Ergo-o ao colorido céu
E cravo-o neste mundo encantado.

Com angústia acordo, atônita,
Prevendo um triste fim.
Viro-me, cabisbaixa,
E o que vejo?
Tudo em marfim.

Enfim este conto cessou,
Cerrou fundo em mim.
Ao invés de exterminá-lo,
Entrei nele, fundi-me enfim.

sábado, 30 de abril de 2011

Qualidade ou defeito?

O que lhe dizem quando ouvem uma história, fato ou similar de você?! Pois é, poucos se manifestam dizendo que não crêem, isso quando falam sem brincadeira.

Você pode conhecer a pessoa a décadas, anos, dias, horas. Ela te diz algo e simplesmente você pensa: não acredito; é mentira. O que lhe faz achar isso? Talvez algum fato passado? E quando você não conhece a pessoa e não tem motivos para desconfiança, o que você pensa quando lhe contam algo?

Pois é, ainda tem muita gente que não confia nem acredita nas pessoas até provarem de que são uma via confiável, e provarem bem.

Como eu queria que todos fossem como eu, que acredito em tudo o que me dizem até me estrepar e descobrir que não dá mais. Como eu queria que o mundo fosse aberto, fosse líquido. Que as pessoas pudessem ter a mente aberta a tudo, tudo mesmo... E que não precisassem de motivos para acreditar, mas sim para desconfiar.

A justiça, o amor, a sociabilidade... enfim. Tudo seria diferente. Tudo seria mais amplo. Tudo seria apenas... apenas o que deveria ser.

Não consigo falar mais, isso me entristece.

O que eu tenho, qualidade ou defeito?

terça-feira, 8 de março de 2011

Vaidade - A luxúria disfarçada

Quem nunca teve um ataque por nada? sadijoadsijodasijdsaijsad

Pois é, uma eterna discussão... Até onde a vaidade pode chegar?

Isso me faz ter uma epifania comparativa em relação a esse assunto. Antigamente era tão diferente... Aqueles filmes lindos onde as pessoas perfeitas tinham as melhores cenas de baixo de chuva, por exemplo. Hoje em dia como isso pode acontecer? A chuva, pelo visto, se tornou a pior inimiga de qualquer pessoa! Desculpas mais variadas indicam isso: Chapinha, maquiagem (hoje em dia nem tanto, modelos à prova d'água já estão no topo dos mais vendidos), uma roupa com um tecido "sensível à água"... Enfim.

As pessoas têm medo de mostrar quem realmente são e, por isso, se esquivam de situações que excluem do visual o resultado das horas e horas passadas em frente ao espelho alimentando sua luxúria. Oops, vaidade. hihi

Chega a dar nojo, pelo menos para mim, pensar nas mulheres que têm o emocional atingido quando acontece algo com alguma coisa supérflua que simplesmente servia de adorno corporal. Como aquelas pessoas que quase morrem quando a unha quebra (já fui uma dessas, precisei de garra para superar isso) ou quando alguma coisa acontece com seu cabelo, salto, vestido...

Estou escrevendo esse post basicamente porque hoje me livrei do maior vício da luxúria que já tive, e que me custava um bom tempo todos os dia: As unhas compridas. Minhas unhas estavam com mais de o dobro do tamanho que elas estavam quando as mantinha curtas e agora digo com orgulho, não mais com pesar como era antes, mas com a cabeça erguida de não poder mais ferir ninguém com aquelas garras: eu me livrei!!

Agora, posso viver intensamente e tomar quantos banhos de chuva a vida me permitir, sem o peso da vaidade para me prender de alguma forma e me deixar impotente para viver.

Ah se todos fossem assim... Mais banhos de chuva, menos brigas no cabeleireiro, nas filas de lojas de roupas...


Quer saber? A vida deveria ser assim: Todos carecas, unhas curtas, nada de maquiagem e uns panos naturais para vestir. Aposto que essa simples ideia acabaria com muitos problemas do mundo.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Peripécias de uma viagem

Era noite e eu e minha família voltávamos de um prolongado passeio de 6 horas pela ilha de Florianópolis. Até aí tudo bem. Mortos de fome, paramos em um mercado para comprar nossa janta quando, depois de algumas brigas por conta de uma zarabatana de papel, minhas duas irmãs somem. Até que houve aviso prévio mas, se tratando de crianças de 11 e 12 anos, noite escura e uma cidade de ruas desconhecidas, consideramos tais palavras tanto quanto a existência da Fada do Dente.A fuga das duas inconsequentes provocou a ira geral -inclusive a minha, mesmo me considerando a mais calma da família.
Saimos de carro um pouco sem direção na esperança de encontrá-las no meio daquele breu que envolvia o emaranhado de ruas e alamedas da praia. Em uma das esquinas, eis as duas: caminhando sem rumo, distraidamente como se estivessem passeando sob a luz do dia. Tão-somente vimos elas, paramos o carro e nem as ameaças as fizeram aceitar nossa carona. Após não termos êxito, lá se vai a Natália -posta para fora do carro nem tão espontâneamente ¬¬ - mode on Segurança-Guia atrás delas. Por causa da teimosia de ambas, não pude sequer fazê-las cogitar a possibilidade de conduzi-las o mais breve para casa e tive que então acompanhá-las pelas longas e mal-iluminadas ruas da praia às 21:00, seguindo-as por meia cidade pelo caminho errado enquanto elas não davam o braço à torçer e me seguiam. As únicas palavras que me dirigiam eram para me perguntar o que eu fazia ali:
"-Por que tu veio atrás da gente? Não vai mudar nada..."
"-Porque é perigoso, vocês não sabem o caminho e pra vocês não fugirem!"
"-A gente não vai fugir e sabe o caminho, mas tu não vai poder fazer nada se alguém vier nos sequestrar!"
"-Claro que vou. Ninguém vai ousar chegar perto de vocês porque eu sou a pessoa mais mal-incarada da cidade e já vão pensar que é um sequestro, haha." :V
"-Ahahahahaha claro! Mas e se mesmo assim alguém vier? HÃN?!"
"-Eu pulo em cima da pessoa e ela nunca mais vai conseguir se levantar."
Iri.
Depois de muita relutância, enfim pude guiá-las pelo caminho oposto o qual seguíamos e chegamos em casa sem mais danos além da longa caminhada. Eu, com um buraco no estômago, para o aconchego do meu croissant e elas, com o ar de "estamos certas", para o "aconchego" das repreensões e castigo. Bem feito!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Insônia


Tenho insônia. E quem não tem?

Antes de dormir, remexer-se na cama de um lado para o outro, de bruços, de frente e até sentada. Nem os exercícios de yoga mais fazem meu corpo relaxar para pegar no sono. Pesadelos? Agradeço por não tê-los. Mas será que é tão racional o nosso inconsciente para fazer-nos passar por tal prova de resistência para poder apenas deixar descansar os olhos e ter os sonhos mais felizes? Difícil dizer... Desço, na busca de achar solução em meu velho amigo iogurte mas não obtenho sucesso, acabei com o último litro na insônia anterior. Caminho, pulo na cama elástica, faço alguns exercícios e nada de o sono vir. Volto para a cama, contorcendo os lençóis até não haver nada cobrindo meu corpo ou onde estou deitada. Finalmente, após um século de batalhas, venço a guerra e penetro no meu mundo de fantasias, situado na esquina do sonhar acordada com os meus desejos mais felizes.

!Hasta la prójima pelea!