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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Retrato

Revejo todas as fotos
nelas, nem sempre sorrindo
e as palavras fugindo de mim.
Há algo que não deixa esquecer-me
mas retratos não fazem parte do meu dicionário
e as lembranças armazenam-se no meu manequim.

Toda vez que mudo a roupa
mudo a foto
e viro a página.
Hoje: romance, vida, alegria
amanhã quebro a cara, quebro caras,
no outro dia já não sei que me espera.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Folha em branco

Escrevi uma carta sem destinatário
Mas não são todos que podem ler.
Sei que chegará em você
Algum dia,
No momento certo.

Não é um adeus, não se preocupe.

domingo, 9 de setembro de 2012

Fim de inverno



E é no meio desse tiroteio
Que as lágrimas são arremessadas para o
alto
E voltam em forma de chuva.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Nova Phoenix


Da tocha surge esta flor.
Seu olor, resplandecendo o amor que brota de seu pólen
Nessa mecha da bruma vespertina,
Sua cor, encarnado como o fogo que lá jazia
Acariciando aqueles olhos de menina.

Fênix renascida das chamas
Enlea os olhares a suas pétalas,
Mergulha na alma de seus admiradores
E encanta a mais pura serva
De seus poderes restauradores.

Quisera ser uma flor
Nascida de modo comum.
Cessou a chama, caiu a luz
Rosa nasce, poder e cor,
Para provar ao mundo
Que o simples pode ser o ápice também
Nessa escuridão que banha a noite.
Lua nova, nua, nova.

Garotinha que encanta-se com a pequena flor,
Aproxime-se.
Não tenha medo
De embrenhar-se no breu
Para deleitar-se com simples pétalas cintilantes
Que podem renascer o maior amor.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Uma estória sobre a vida

Enleo-me no chão
Desta coisa putrefata a qual não criei
E admito: não teria coragem de assiná-la.
Perfeita e sublime -ó inocente vida!
Vil e macabra -imperfeição da realidade!

Acabo por supor
No auge de meu repuno
Que se houvesse escolhas
Difícil seria o amor, fácil seria o impuro.

Amarga, cruel, indistinta e repugna:
Face ruim da vida, mas precisa.
Por que todos apenas contam o afável?
Viver não é só isso;
Fere, dói... Algum propósito?
Há de gritar esse propósito?!

Para quê tanto sofrer?
Tanta amargura, decepção...
Incompreensível mundo,
Por que a fizestes assim?

Olhando para as estrelas
Os sonhos rolam soltos:
Novas realidades, vidas distintas...
Caminho do bem.

Carinhosa e imcompassível,
A necessidade involuntária de acordar
Irrompe a nossa real vida.

Pois vida que é vivida
Cada um escolhe a sua
Para ser como se quer...

Cruéis e imotos,
Dilaceramos a inefável vida.
Talvez seja por isso que ela castiga-nos...
Se é por isso, estão explicadas
A inocência dos bebês,
A felicidade das crianças,
A ingenuidade!

Mas quem cria esse terror?
Precisamos dormir, sonhar para viver...
A vida impõe-nos isso!
O que explica
Quiçá a rabugice dos mais velhos,
ou a perda de esperança...

Mas a vida é assim
Por culpa de nossos sonhos,
Ou nossos sonhos são assim
Por culpa da vida?
Que dilema!

O certo...
Ou o mais certo?
Quanto mais sonhamos,
Mais a vida se rompe.

Abrirei os olhos, colarei os cílios,
Não mais dormirei.
Esta vida está brincando conosco,
Impondo-nos um sono...
A sombria face da bruxa
Disfarçada de vovozinha.

Querendo abrir nossas mentos,
Descobrir o que nos incomoda...Fria e cauculista,
Faz isso enquanto dormimos,
Relaxamos, temos falsas esperanças,
Sobre o amanhã.
Falsas nem tanto,
Às vezes, por bondade
Ou malvadeza, travessura,
A vida concede-nos nossos sonhos
E resgatamos bravamente o que quisemos.

Quem dorme menos, vive menos.
Os dias se dão pelas noites de sono.
Porém, quem vive menos, morre mais feliz.
Pois a vida é uma regresso-progressão,
Que distrói e constrói e ilude o amanhã.

Poregarei meus olhos, tornarei-me vigilante.
Não mais dormirei!
Assim interromperá meu ritmo cardíaco
E morrerei feliz;
Mais que se tivesse
Vivido mais um dia.

P.S.: AMO viver! <3



poema de um momento nostálgico da minha vida, haha, datado de meados de 2010...
hoje em dia escrevo o que me faz bem, nada de nostalgias *0*

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Estrada sem fim



Nessa estrada da noite

O pranto que ainda não rompeu

Desabrochará

Em belíssima flor

Que emanará

Sério canto,

Um alento em furor.



Olhos fechando,

Livrando-se da dor.

Amena ardência

A queimar as batidas,

Incendiar coração.



Bela Lua,

Que só observa,

Mostra o caminho,

Sem pranto,

Sem dor.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Decepção

Sentimento que afoga
Pixel a pixel
O painel da felicidade.

Apaga sorrisos,
Destrói ilusões;
Saudades
De um mundo sincero,
Sem meros interesses,
Que a falsidade não corroía.

Como uma traiçoeira traça
Em frente a um belo vestido de seda,
Os sentimentos ruins
Acabam com o trabalho
Dos bichos-da-seda,
Destróem o castelinho da felicidade
Atentando direto aos alicerces.
Tiranos.

Decepção
Decepção
Decepção
A estas almas que se perdem
À rede de mentiras.

Perdão, perdão?
O tempo cura tudo,
Espero não seja doce ilusão.

Algum dia
Talvez
Entendamos o porquê.

Enquanto isso,
Cansei de ser trouxa.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Arco-íris do amor


Vermelho sangue quente, fervendo nas veias de um jovem sonhador;
Laranja fusão das almas, extrema luz que banha o corpo e mostra a alma, caliente;
Amarelo é o poder, o poder de amar, sedução, ganância versus loucura versus paixão;
Verde a parte mais pura da alma, o espectro do ser, aguçado, sublime;
Azul não se vê, não se sente, está lá para permitir a fusão dos sentidos, ao saber;
Índigo indica as estrelas, une a nós, não seleta, ascende;
Violeta lá vamos nós, acabando esse arco-íris de sentimentos, sons, vamos flutuar para onde não necessitemos de nada a mais além de sete mágicas cores, nós e elas...

domingo, 3 de julho de 2011

Embalar do sono


Embalada em um sono leve,
Sensível, embriagante,

Me transformo em uma folha de papel.

Dobro, fujo para a pasta.



Sonolenta e embebida,

Recostada em outras como eu,

Espero



Uma singela alma me escolher

E rabiscar em mim

O croqui de meu coração.



Com grafite macio,

Mais sensível que o sono,

A fim que eu acorde

E as linhas disformes

Tenham marcado

O meu instantâneo presente

E se reflitam

Em meu paciente futuro.



E quando o sono

Bater novamente,

Folha em branco

Serei mais uma vez.

domingo, 20 de março de 2011

O caos de minha vida x Verdades de Paulo Santana

Minha vida anda um caos. Um quarto bagunçado e a necessidade urgente de encontrar algo; não com tanta coisa a se livrar no caminho. E o mais embaraçoso: O que fica e o que vai?

Novo ano, novas perspectivas, novos pensamentos, e todas as experiências antigas que aqui jazem ainda. Minha mente parece um depósito de roupas diante da moda, que seria minha necessidade. Há as mais novas, que estão "na moda" e as mais velhas, bregas, cafonas, mas cheias de lembranças. Na mente essas roupas não se gastam, ficam intactas, por isso mantenho-as quase todas. Necessito olhá-las, necessito tê-las. Mas atualmente sinto uma grande dificuldade de achar algo lá; está tudo bagunçado, fora de ordem, com coisas além e aquém de minhas atuais necessidades. Uma coisa eu sei que de lá não sairá jamais, nem com o tempo e nem que essas roupas tornem-se as coisas mais ultrapassadas de lá: as pessoas. Ninguém que entra na minha vida, no meu depósito, sai mais. Pode ser transferido de guarda-roupas, mas essa prisão só liberta seres inanimados.

Isso me fez lembrar do que li na coluna do Paulo Santana no Zero Hora de hoje. Ele falava sobre os entes queridos e a morte. Dizia que não achava justo que morramos em momentos diferentes de pessoas que amamos e nos amam, apesar de achar que, realmente, a vida não poderia ser eterna. Disse que, quando uma pessoa morresse, deveriam morrer junto todos os que a amavam. Ele só não pensou numa coisa: com o entrelaçar da vida, se morresse um, morreria o planeta inteiro. Achei essa reflexão muito linda, e sei que não aguentaria sem alguém que eu amo. Até talvez aguentasse, afinal não sou excessão e a grande maioria das pessoas aguentam (salvo as que se suicidam), mas o meu depósito sofreria uma drástica mudança e provavelmente eu me transformaria em uma pessoa diferente; minha vida é baseada nas pessoas que entram nela, e mesmo quando acontecer algo desses (espero que demore muuuuuito tempo), me transporto para a minha bagunçinha particular e reexperimento cada roupa, velha ou nova, que fora da minha realidade não existe mais.

E agora, o que seletar?

domingo, 16 de janeiro de 2011

Passando o tempo...

A vida anda nostálgica... Bom, a vida É nostálgica pensando bem. Talvez isso tenha se intensificado com a minha formatura, agora que a ficha caiu que meus colegas-de-sempre nunca mais poderão ser chamados assim e que a vida tomará um rumo o qual eu e somente eu terei de escolher. Nossa, isso dá calafrios! Bom, num dia desses resolvi, como sempre, parar. Mas dessa vez, ao invés de criar um poema ou desenhar, fazer algo que exija mais de mim. Talvez para aliviar a tensão de imaginar o quão incerto é o meu futuro ou algo assim, então resolvi que escreveria um livro :D. Prontamente já sabia sobre o que seria: SUSPENSE *0*. Imagina se não, né?! fdsjifdsjifsdijfdsjifd Agora me dedico quase integralmente a ele, e quero que tudo saia perfeito *---*
Assim que estiver pronto, vou por em algum site de downloads e disponibilizar na rede :D, mas vão sentindo o gostinho por enquanto.

APTO. 10 - VOCÊ NUNCA SABE QUANDO PODERÁ SAIR
É a história de Hellen, corretora de seguros, que tem sua vida mudada após entrar em um apartamento (10), o qual tem que fazer uma avaliação para venda para não perder seu emprego, já a um fio. No desenrolar acontecem várias coisas; espero que fique bom!

Beeeijos, Nata.