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sábado, 29 de dezembro de 2012

Conselho de escritor



Não é como um pingo d'água,
Tão leve e esgueiro.
Não passa correndo,
Mas não demora a ficar.

Essa é a vida,

Que pode ser de tantos jeitos.
Aprenda com ela
E com você ela aprenderá.

Tudo na vida tem o seu fim,

Início e meio,
Menos o amor:
Ele vem para ficar.

Não depende da vida,

Não sai do lugar.
Mas depende da vida
E cabe a você aprender a amar.

Se seu tempo for escasso

E a vida dura,
Há de preparar o jardim
E esperar. Florescerá.

Viva com vigor,

Ame sem pudor.
Agite, livre:
É meu conselho de escritor.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Fábula (A vida)


Quero um dia contar uma história
Uma longa historinha
Que agrade a jovens e adultos
E que nada seja mentirinha.

Vou contar coisas da vida,
Dizer que é fábula, e será.
O que vivi e viverei
Na lembrança ficará.

Não só na minha, deveras,
Compartilho a vários alguéns.
Mas, quando tudo virar conto,
De minha palavra
Não duvidará ninguém.

Duendes, gnomos,
Elfos do além.
De minhas aventuras,
Não duvidará ninguém.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Comédia da desilusão

Desilusão de uma esperança
Que nunca existiu.
Ela via em uma porta
Falsa paisagem da verdade,
Só mais uma pintura realista.


Ela não sentia mais que um calafrio
E a vontade de perspassar aquela fronteira.
O medo a coagiu
A deletou,
A contraiu.
Um dia, ela foi com tudo:
Ah, que desiludida ficou!
Quando de cabeça se jogou
E ao solo quente se misturou
Ao ser rebatida por aquela tela dura
De algo que nunca existiu.


Ah, desiludida aquela garota!
De desespero, quebrou em cacos o que a feriu
E descobriu uma estrada feia.
Não tinha mais o que fazer,
Abandonara tudo o que era seu
E agora tinha que seguir.


Naquele tortuoso caminho
De nebuloso céu,
E árvores desfolhadas
Seguiu um bicho estranho
Que não vira jamais: morcego da tarde
Recolhendo-se ao escuro.
Chegando à longínqua caverna
Eis que cai e adormece.


Pobre desiludida, quer matar-se,
Acabar com seu sofrimento.
Entretanto em seu despertar
O céu abre
O mar visibiliza-se
E o raiar toma seu rosto novamente de rubor.
Alegria nasce com raizes profundas
No coração daquela que descreia
No que a era ofertado.


Desgastada, carcomida, resolve voltar a viver.
Com os pássaros e um novo amor,
Reaprende como à tristeza distorcer.



Tema por: Leonardo Cruz (http://acasoqualquer.blogspot.com.br/)

domingo, 23 de setembro de 2012

L'amour

Tanta gente nesse mundo
E eu apaixonada por você.
Sei de sua alma de baixo para cima
E de cima para baixo.
Faço mil histórias,
Canto sozinha
E mostro ao mundo o amor.


O amor para tantos é uma ferida,
Purulenta e dolorida
Mas digo sim que quem se engancha
Nas grades do amor, invisíveis,
Encontra em si uma marca -perene-
Que traz a maior felicidade do mundo,
Alegra e não suscita feridas.
Muitos buscam esse amor
E não encontram pois ele é improcurável,
Invisível,
Inexplicável.
E não sabem que ele nos encontra
E não abandona:
é Interminável.

domingo, 2 de setembro de 2012

Epifania de você

Eu, que sempre vivi sozinha,
Nunca compartilhei minha verdadeira dor.
Bordava sorrisos de mentirinha
Com agulhas de flor.

Eu, que via flores em tudo
Já não reparava
A secura de meu jardim.
Tantas flores desperdiçadas
Para não deixar correr para fora
Mi'as lágrimas de cetim.

Amigos sempre tive,
Riam comigo aonde fosse.
Sempre sequei suas lágrimas,
Mas as minhas, escondia atrás de meu doce.

Até que, n'um belo dia,
Jardineiro passou pelo meu jardim.
Como o viu eu não sei
Mas aproximou-se de mim.

Eu, que nunca amara
Apaixonei-me por quem regou minhas flores
E não deixou mais eu colhê-las;
Compartilhou meus horrores.

E então foi assim,
Nessa história sem fim,
Florescendo o jardim
Que escondia atrás de mim.
Mas quando a tristeza trazia a vontade
De arrancar uma flor,
Encontrava meu jardineiro, triste igual,
E consolávamonos juntos, banhados de amor.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Brilho da folha
Da árvore distante
Ilumina meu caminho
E acende minha mente.
Vou para o lado que pretendia
Mas nunca desvio o olhar
Daquela pequena folha
Cintilante
A me guiar.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

História dos dias


Tenho dois minutos para decifrar o suspiro da noite,
Tenho uma vida para desfrutá-la
E um sol todinho meu depois de tudo isso.

Procuro o melhor penhasco e o maior arco-íris
Mas deste desisto, esconde-se no escuro.
Saio eu e penhasco à procura da resposta.
Subimos, descemos,
Paramos e filosofamos.
Nada.

Deitados com a terra em nossas cabeças
Uma voz grave soa suavemente em nossos ouvidos
Dizendo que, por não encontrar o dia
Noite suspirava desesperada.
Por isso Lua era iluminada pelo Sol,
Mas que, em período de Nova
-Encontrávamo-nos ali,
Lua ficava sozinha novamente
E clamava pelo sol
Que descansava sete dias
Até ser amparado novamente
Pelo seu grande amor.


Madrugada desceu,
Segundos passaram,
Dia surgiu.
Meu tempo acabou,
Penhasco à Terra voltou
E eu, parada admirando o redentor da Lua
Abasteço-me de energia
Para mais um ciclo suplantar.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Espaço da mente

Os galos acordam-me de meus devaneios
Só para dizer "bom dia".
Ainda não é dia, de acordo?
Mas agradeço a vocês
Por me inserirem à realidade,
Pois a mesma
Da minha cabeça
Necessita de espaço;
Sou muito ciumenta com ela.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Fusão bailante


Alegria da dança.
Vejo dois jovens tão felizes
Entrelaçando-se e separando
Numa frenesi hipnótica;
Paro a uma distância
A admirar aquele fresco ritmo,
O alegre badalar.
Em um sopro
Dum vento não-tão-distante
Minhas duas fitas bailantes
Chocam-se numa batida una,
Olham-se
Beijam-se
E desde ali
Não vi jamais aquelas duas fitas
Mas uma coisa só

A fusão dos amantes bailantes,

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Só mais uma volta



Estrelinhas nadam em meu redor,
Anjinhos mostrando onde devo ir.
Sigo o rumo da estrada iluminada
Fora dela, só escuridão.
Com os sininhos dos anjos modero meus passos
Até chegar em um destino nem-tão-vão.
Onde será que me levam?
Que me espera de lá?
Não importa, nada me importa.
Pois o que soa fora de mim
Despende-se do luar;
Meu belo e precioso luar.
Enquanto me guiar,
Não temo em delírio sufocar.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Chove em meu coração



Chove em meu coração;

Chuva sem nuvens

Nuba si chuvis

Chuna me nudis

Transformo em canção.



Chove em meu coração.

Gotas tardias,

Dia de sol,

Tarde de verão.



Andando distraída

Atropelo grandes feras

Cantando bem baixinho

A nossa canção.

Tarde de verão.



Vem chuva,

Há sol,

Há a tarde,

Canção.

Dançando n'areia

Chove púrpuras

Em meu coração.

domingo, 13 de novembro de 2011

Vento noturno


Singelo feito o vento
Austera brisa de amor,
Revoa meus cabelos; atento
Às plumas passando em furor.

O frio à carne amacia a pele
E a meia luz acata as ordens da Lua.
Ay, que me quemo aquí,
Co'a minha alma crua, nua.

domingo, 18 de setembro de 2011

Primavera



Êxtase de cores,
Aromas de todos os tipos,
Orquestra de pássaros a encantar.
O acalento nos raios do sol,
Um sorriso inocente e só,
Um girassol a desabrochar.

Demetre com seus encantos
Trazendo a felicidade à tona,
Resplandece-nos do puro manto,
Eclode a primavera.

Escondida por longos meses,
À espera do orvalho quente,
Enfim brota da terra,
Do céu, da imensidão do mar,
A estação mais pura e bela
Que rege todas as infâncias
E ilumina toda a existência;
Trazendo alegria
E dissolvendo o pesar.

Depois de uma noite cálida,
Inverno sombrio, tenebroso,
Inundam as almas os raios de sol
E eliminam o manto escuro
Que encobria os sentimentos.

O amor sobrevoa
Os caminhos tortuosos
E abre os corações
Para a melhor época de amar.

Primavera; ah, seus encantos!
Ballet de sonhos cantantes,
Acaricia-me com sua austera brisa
E deixa-me crer em sua eternidade;
Pois, enquanto permanente,
De ti, só serei feliz.



Em homenagem a Ziza Goulart

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

El bailar de un latir


Cuándo el viento sopla
Por las ventanas de mi vida
!Ay, que no me contengo!
Lo sigo, a buscar las almas
Del vacio de tiempo
Que siguen en la nuble que pasa.

Sigo a seguirlo;
Lo seguiré hasta encontrar
La emoción primera
Que me hizo quitarme
Exactamente donde estoy:
Adentro de un mundo
Que no compreende las emociones
Que parten del corazón.
Un mundo que sólo se sabe
Amar con la cabieza, con la razón.

Siento que estoy acá
Simplemente para enseñar
A esa mayoria insensible
Como debese amar.
Con una canción
De las campanas de mi corazón
-el latir incesante, bailante-,
Todo el gris de los puertos
De la gente, de los sonreísos,
Serán remediados.

Las buenas vibraciones
De esa canción que no cesa
Se tornarán inherentes
A los agudos oíntes,
A los eternos bailantes.
Todo ganará su color.