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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Carrossel dos sonhos


Estranho o caminho em que me encontro...
Sempre vi luz, agora não.
Só os discos de cor que alumiam
A treva e a escuridão.

Findo la carretera:
Circo encontro enfim.
Seus encantos e harmonia
Bastam para cessar meu antigo pranto
E sossegar a criança que há em mim.

Passei por trilhas tortuosas
Para saber do meu destino,
E agora encontro-me aqui:
Perdido, tranquilo.

Embarcarei no carrossel dos sonhos
E aguardarei meu fim.
Definhando em um mundo bom,
Pelo menos a alegria
Abastecerá o encanto
Que preciso para não deixar de existir.




Título por Rodrigo Vasques

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Passarinho



Passarinho na minha cabeça
Pia a pura e clara paixão,
Voa alto, enviesa
E leva pra lá solidão.

Voa n’ampla mente qu’o abriga,
Saca pensamento vão.
Bate asa, arrepia
E leva pra lá solidão.

Vez ou outra ele sai,
Acha a fenda, pede perdão.
Mas jamais se esquece
De levar pra lá solidão.

Pia pia; pés ao chão.
Bate a asa, bate o vento
E sempre volta co’a canção.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O respaldar da infância



O silêncio

Da minha infância

Submetido

A um embalar.


Um som,

Um cheiro sublime,

Um respaldar.



Em meio à tarde quente,

Pássaros cantam

Um ressoar.

Um aviso

Alertando o fim.



Nuvens de todas as cores

Ressaltam a mesma emoção;

Uma singela, bonita lembrança,

Transpondo o embalar da razão.



O que há,

Regressar desse jeito,

Recordar aromas, cores, sons?

Talvez meu mundinho perfeito,

Talvez o cair da casca,

Mostrando na carne vibrante

Veementes sonhos bons.



Minha infância

Em esplendor

Agindo em mim.

O cantar

Cheio de dor

Inebria o fim.



Todas aquelas lembranças,

Talvez nenhuma,

Embaladas em um ninar.

O sarcasmo finalmente

Mutou-se em totem.

Regressei a despertar.