Te vi naquele instante,
Parado, em minha fronte.
Às vezes te estranho,
Às vezes te entranho,
Mas ali, nada fiz.
Permaneci parada
Desvanecida da sua saturação.
Escondida, atrás do nada
Ouvindo sua respiração.
Em um segundo não me vistes
Em outros dois, reconheceu.
Mais três para aproximar-te
E uma eternidade ao lado meu.
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quarta-feira, 17 de setembro de 2014
domingo, 11 de maio de 2014
Por inteiro
E quando vi o seu luar
De mãos dadas com o meu amanhecer,
Descobri na sua felicidade
Que nunca sorri com tanta facilidade.
E a verdade no seu olhar
Me lembrou como respirar,
Então sanei a bronquite
Pois minha falta era um coração
Que de tão puro e doce,
Raro e leve,
Gigante e verdadeiro
Me ensinasse a amar
E ser feliz tão por inteiro.
De mãos dadas com o meu amanhecer,
Descobri na sua felicidade
Que nunca sorri com tanta facilidade.
E a verdade no seu olhar
Me lembrou como respirar,
Então sanei a bronquite
Pois minha falta era um coração
Que de tão puro e doce,
Raro e leve,
Gigante e verdadeiro
Me ensinasse a amar
E ser feliz tão por inteiro.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Retrato
Revejo todas as fotos
nelas, nem sempre sorrindo
e as palavras fugindo de mim.
Há algo que não deixa esquecer-me
mas retratos não fazem parte do meu dicionário
e as lembranças armazenam-se no meu manequim.
Toda vez que mudo a roupa
mudo a foto
e viro a página.
Hoje: romance, vida, alegria
amanhã quebro a cara, quebro caras,
no outro dia já não sei que me espera.
nelas, nem sempre sorrindo
e as palavras fugindo de mim.
Há algo que não deixa esquecer-me
mas retratos não fazem parte do meu dicionário
e as lembranças armazenam-se no meu manequim.
Toda vez que mudo a roupa
mudo a foto
e viro a página.
Hoje: romance, vida, alegria
amanhã quebro a cara, quebro caras,
no outro dia já não sei que me espera.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Violão
Vou desenhar um violão
Na sua testa
E poderei para sempre
Tocar-te e tocar-te.
As cordas, seus belos cabelos.
O som? Batidas do meu coração.
Na sua testa
E poderei para sempre
Tocar-te e tocar-te.
As cordas, seus belos cabelos.
O som? Batidas do meu coração.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Murado
Os cochichos piam
Parede adentro.
Burburinho
De um segredo dito em silêncio.
As paredes tremem
Com o salto tilitando no corredor
E eu aqui.
Me disseram "fala com as paredes",
"Repara o silêncio"...
Mas eles mal sabem
Quanto conhecimento
Uma divisória
Pode proporcionar.
Calem-se.
Parede adentro.
Burburinho
De um segredo dito em silêncio.
As paredes tremem
Com o salto tilitando no corredor
E eu aqui.
Me disseram "fala com as paredes",
"Repara o silêncio"...
Mas eles mal sabem
Quanto conhecimento
Uma divisória
Pode proporcionar.
Calem-se.
Gota
A gota escorrendo na pia
É a mesma que pousou em meu nariz.
Analogo a alegria do nascimento
Daquela água tratada
À felicidade que vida sua vida minha
E vinda, é muito bem-vinda!
E vinha e veio e ficará.
O meu peito cedeu-se
Todo em berço
Para todo e vindo
Te amar.
É a mesma que pousou em meu nariz.
Analogo a alegria do nascimento
Daquela água tratada
À felicidade que vida sua vida minha
E vinda, é muito bem-vinda!
E vinha e veio e ficará.
O meu peito cedeu-se
Todo em berço
Para todo e vindo
Te amar.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Rimas de um acorro, rimas de um amor.
Eu sou capaz de enxergar na escuridão.
Minha luz não proveio dos olhos,
Ilumino alas com o coração.
Eu sou capaz de enxergar na escuridão.
Seu corpo, cada canto,
Suas curvas em minhas mãos.
Ele se ocultou ao amor: pobre rapaz.
Sou o dever e a obrigação de fazê-lo querer mais.
Sou o guia e a proteção,
O passado da perdição
E o futuro que o levará à salvação
Deste pobre coração:
Fechado, em corrosão.
Dou-lho sua tinta,
Seu amaciante
E seu caminho
-Pobre coração.
Abri-lo-ei ao mundo
Enquanto ainda há tempo.
Abri suas grades: Voe livre!
Se não lembrar como fazê-lo,
Regresse,
A voar ensinarei-lhe novamente
E seguirei minha canção.
Em seu corpo voo mais,
Já deixei tal coração em paz.
Abri minhas mãos a ti
E recebo inconsciente de paixão
Sua luz que se combina
Com a luz do meu coração.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Ode à lua literária
Sinceras palavras que saem de mim,
Da lua que sangra letras esta noite.
Olhei para cima e almejei tê-las,
Virei para o lado, escada subi.
Esgaçando minha pobre coluna
Ao esticá-la -em busca-,
Lindas palavras colhi,
Ordenei-as em ode à minha cura.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Fluiu.
Na cela mais protegida.
Te amo sem ilusão,
Único espelho são seus olhos.
Acaricio seu coração,
Faz-me jurar de olhos vendados.
Sou por ti
Ali e aqui
E nesse mundo que tanto vi
O amor descobri.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Trajetória do amor
Meu amor é água: livre e desimpedido.
Não é rio nem mar.
Lagoa?
Faz-lhe arrepiar.
Apenas corre por aí,
Existe por existir.
De nuvem em nuvem, viaja pelo mundo.
E eu, ave: passeio pelo céu.
O amor escorre de mim;
Desinibido, espalha-se ao léu.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Folha em branco
Escrevi uma carta sem destinatário
Mas não são todos que podem ler.
Sei que chegará em você
Algum dia,
No momento certo.
Não é um adeus, não se preocupe.
Mas não são todos que podem ler.
Sei que chegará em você
Algum dia,
No momento certo.
Não é um adeus, não se preocupe.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Floresta (Fuga)
Há um condomínio de árvores
Construído bem diante meus olhos.
Distraio o olhar dos arranha-céus verde-pinheiro
E me deparo com uma grande corrida
De bem-te-vis-caça
-Cada qual mais ligeiro.
Já sei o caminho deles:
Saem apavorados da floresta de pedras
Atrás da densa cidade plantada.
Construído bem diante meus olhos.
Distraio o olhar dos arranha-céus verde-pinheiro
E me deparo com uma grande corrida
De bem-te-vis-caça
-Cada qual mais ligeiro.
Já sei o caminho deles:
Saem apavorados da floresta de pedras
Atrás da densa cidade plantada.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Fábula (A vida)
Quero um dia contar uma história
Uma longa historinha
Que agrade a jovens e adultos
E que nada seja mentirinha.
Vou contar coisas da vida,
Dizer que é fábula, e será.
O que vivi e viverei
Na lembrança ficará.
Dizer que é fábula, e será.
O que vivi e viverei
Na lembrança ficará.
Não só na minha, deveras,
Compartilho a vários alguéns.
Mas, quando tudo virar conto,
De minha palavra
Não duvidará ninguém.
Compartilho a vários alguéns.
Mas, quando tudo virar conto,
De minha palavra
Não duvidará ninguém.
Duendes, gnomos,
Elfos do além.
De minhas aventuras,
Não duvidará ninguém.
Elfos do além.
De minhas aventuras,
Não duvidará ninguém.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Comédia da desilusão
Desilusão de uma esperança
Que nunca existiu.
Ela via em uma porta
Falsa paisagem da verdade,
Só mais uma pintura realista.
Ela não sentia mais que um calafrio
E a vontade de perspassar aquela fronteira.
O medo a coagiu
A deletou,
A contraiu.
Um dia, ela foi com tudo:
Ah, que desiludida ficou!
Quando de cabeça se jogou
E ao solo quente se misturou
Ao ser rebatida por aquela tela dura
De algo que nunca existiu.
Ah, desiludida aquela garota!
De desespero, quebrou em cacos o que a feriu
E descobriu uma estrada feia.
Não tinha mais o que fazer,
Abandonara tudo o que era seu
E agora tinha que seguir.
Naquele tortuoso caminho
De nebuloso céu,
E árvores desfolhadas
Seguiu um bicho estranho
Que não vira jamais: morcego da tarde
Recolhendo-se ao escuro.
Chegando à longínqua caverna
Eis que cai e adormece.
Pobre desiludida, quer matar-se,
Acabar com seu sofrimento.
Entretanto em seu despertar
O céu abre
O mar visibiliza-se
E o raiar toma seu rosto novamente de rubor.
Alegria nasce com raizes profundas
No coração daquela que descreia
No que a era ofertado.
Desgastada, carcomida, resolve voltar a viver.
Com os pássaros e um novo amor,
Reaprende como à tristeza distorcer.
Que nunca existiu.
Ela via em uma porta
Falsa paisagem da verdade,
Só mais uma pintura realista.
Ela não sentia mais que um calafrio
E a vontade de perspassar aquela fronteira.
O medo a coagiu
A deletou,
A contraiu.
Um dia, ela foi com tudo:
Ah, que desiludida ficou!
Quando de cabeça se jogou
E ao solo quente se misturou
Ao ser rebatida por aquela tela dura
De algo que nunca existiu.
Ah, desiludida aquela garota!
De desespero, quebrou em cacos o que a feriu
E descobriu uma estrada feia.
Não tinha mais o que fazer,
Abandonara tudo o que era seu
E agora tinha que seguir.
Naquele tortuoso caminho
De nebuloso céu,
E árvores desfolhadas
Seguiu um bicho estranho
Que não vira jamais: morcego da tarde
Recolhendo-se ao escuro.
Chegando à longínqua caverna
Eis que cai e adormece.
Pobre desiludida, quer matar-se,
Acabar com seu sofrimento.
Entretanto em seu despertar
O céu abre
O mar visibiliza-se
E o raiar toma seu rosto novamente de rubor.
Alegria nasce com raizes profundas
No coração daquela que descreia
No que a era ofertado.
Desgastada, carcomida, resolve voltar a viver.
Com os pássaros e um novo amor,
Reaprende como à tristeza distorcer.
Tema por: Leonardo Cruz (http://acasoqualquer.blogspot.com.br/)
domingo, 14 de outubro de 2012
Nômade
Ando livre por aí,
Meu caminharé constante,
Minhas descobertas são frequentes.
Apenas uma nômade qualquer.
Sigo em frente, ciganeio
Uns e outros,
Balbucio
Notas graves e agudas
E pago de feiticeira.
Tantas coisas que aprendo
Nessa infinita viagem da vida,
Mas, em tantos lugares,
O que mais me marca
É a simples vitória
Dos sorrisos conquistados.
Meu caminharé constante,
Minhas descobertas são frequentes.
Apenas uma nômade qualquer.
Sigo em frente, ciganeio
Uns e outros,
Balbucio
Notas graves e agudas
E pago de feiticeira.
Tantas coisas que aprendo
Nessa infinita viagem da vida,
Mas, em tantos lugares,
O que mais me marca
É a simples vitória
Dos sorrisos conquistados.
domingo, 23 de setembro de 2012
L'amour
Tanta gente nesse mundo
E eu apaixonada por você.
Sei de sua alma de baixo para cima
E de cima para baixo.
Faço mil histórias,
Canto sozinha
E mostro ao mundo o amor.
O amor para tantos é uma ferida,
Purulenta e dolorida
Mas digo sim que quem se engancha
Nas grades do amor, invisíveis,
Encontra em si uma marca -perene-
Que traz a maior felicidade do mundo,
Alegra e não suscita feridas.
Muitos buscam esse amor
E não encontram pois ele é improcurável,
Invisível,
Inexplicável.
E não sabem que ele nos encontra
E não abandona:
é Interminável.
E eu apaixonada por você.
Sei de sua alma de baixo para cima
E de cima para baixo.
Faço mil histórias,
Canto sozinha
E mostro ao mundo o amor.
O amor para tantos é uma ferida,
Purulenta e dolorida
Mas digo sim que quem se engancha
Nas grades do amor, invisíveis,
Encontra em si uma marca -perene-
Que traz a maior felicidade do mundo,
Alegra e não suscita feridas.
Muitos buscam esse amor
E não encontram pois ele é improcurável,
Invisível,
Inexplicável.
E não sabem que ele nos encontra
E não abandona:
é Interminável.
domingo, 9 de setembro de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Rapunzel
Vida de uma princesa
Guardada no castelo de seus sonhos.
Presa ao passado
Retida no presente
Provocando o futuro.
Guardada no castelo de seus sonhos.
Presa ao passado
Retida no presente
Provocando o futuro.
Sonolenta e bela carne
Sem sentir a luz do sol
Comenta seu passado
Ignora seu presente
Almeja seu futuro.
Sem sentir a luz do sol
Comenta seu passado
Ignora seu presente
Almeja seu futuro.
Na visita de sua única
Talvez não única
Esperança,
Sua mãe postiça
Sua fera enrustida,
Ela esquece do dia
Esquece da noite
E da solidão,
Só se vê na sua inspiração.
Talvez não única
Esperança,
Sua mãe postiça
Sua fera enrustida,
Ela esquece do dia
Esquece da noite
E da solidão,
Só se vê na sua inspiração.
Mas quando o príncipe astuto
Resolve escalar sonhos revoltos
E adentrar abertura de incertezas,
Enfim a bela princesa sabe
Que o dia tão sonhado
O momento aguardado
Era não-mais do que aquele garoto esperto
E cheio de vitalidade.
Seu resgate, seu resguardo,
Sua vitória de tantas lutas sonhadoras.
Resolve escalar sonhos revoltos
E adentrar abertura de incertezas,
Enfim a bela princesa sabe
Que o dia tão sonhado
O momento aguardado
Era não-mais do que aquele garoto esperto
E cheio de vitalidade.
Seu resgate, seu resguardo,
Sua vitória de tantas lutas sonhadoras.
Mostra-lhe o caminho
Da saída trancada por feitiço
E os dois aventureiros
Aprendem com o tempo a burlar-la
E enfim vêem-se no mundo real:
Tão fictício quanto o de sonhos
Mas com o final feliz
Mais belo que se podia imaginar.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Léxico
Com o X de Complexo
Risco a marca para o tesouro perdido;
E fico com o "Compleo",
Mas, na minha vida, uma palavra sem nexo
De nada vale para mim.
Pego o T da Terra,
Completo meu Completo
E sigo o rumo, que não Erra,
Atrás do tesouro que eu mesma marquei
Inventei
E persigo agora.
Au revoir,
Por lá devo ficar.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Um poema para você
Só preciso olhar para dentro
Para enxergar você.
Toco em minhas vísceras
E encontro-lhe outra vez.
Nada fez para entrar
E, por lá, preso acabou por ficar.
És minha borboleta viva
Que me ensinou a voar,
És meu amuleto da sorte
Que me apresentou ao amar.
Uma alma de luz, meu alento
Brasa enérgica
Iluminando e recarregando
Minha alegria
Nos momentos de escura agonia.
Agradeço ao Todo-Poderoso
Pela sua vinda até mim.
Te amo de corpo e alma
E será assim até o fim.
Para enxergar você.
Toco em minhas vísceras
E encontro-lhe outra vez.
Nada fez para entrar
E, por lá, preso acabou por ficar.
És minha borboleta viva
Que me ensinou a voar,
És meu amuleto da sorte
Que me apresentou ao amar.
Uma alma de luz, meu alento
Brasa enérgica
Iluminando e recarregando
Minha alegria
Nos momentos de escura agonia.
Agradeço ao Todo-Poderoso
Pela sua vinda até mim.
Te amo de corpo e alma
E será assim até o fim.
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