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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Rimas de um acorro, rimas de um amor.


Eu sou capaz de enxergar na escuridão.
Minha luz não proveio dos olhos,
Ilumino alas com o coração.

Eu sou capaz de enxergar na escuridão.
Seu corpo, cada canto,
Suas curvas em minhas mãos.

Ele se ocultou ao amor: pobre rapaz.
Sou o dever e a obrigação de fazê-lo querer mais.
Sou o guia e a proteção,
O passado da perdição
E o futuro que o levará à salvação
Deste pobre coração:
Fechado, em corrosão.
Dou-lho sua tinta,
Seu amaciante
E seu caminho
-Pobre coração.
Abri-lo-ei ao mundo
Enquanto ainda há tempo.
Abri suas grades: Voe livre!
Se não lembrar como fazê-lo,
Regresse,
A voar ensinarei-lhe novamente
E seguirei minha canção.

Em seu corpo voo mais,
Já deixei tal coração em paz.
Abri minhas mãos a ti
E recebo inconsciente de paixão
Sua luz que se combina
Com a luz do meu coração.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Troca-troca

Teu encanto ilumina
Escada e elevador.
Sigo em frente, sem rima,
E ensino sem ser professor
Que a minha poesia
Não é apenas d'um escritor.

Mas sim de tantos: Que agonia!
Dentro de mim tropeço
Na cigana, no doutor,
No anestesista, no cantor,
De saia justa, cabelo penteado,
Fazendo promessas, trocando de armário.

E assim, tantos de mim
E um só latenta coração.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Amizade


Acordar num qualquer dia
Com sorriso n'alma inteira,
Cantarolar melodias,
Deitar sob a árvore na esteira.

Felicidade fácil essa minha
Que surge sem parar.
A alegria é branda e brinda
À amizade

E faz tilitar.

Dedicado a Felipe, Carol e Mateus

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Folha em branco

Escrevi uma carta sem destinatário
Mas não são todos que podem ler.
Sei que chegará em você
Algum dia,
No momento certo.

Não é um adeus, não se preocupe.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Um poema para você

Só preciso olhar para dentro
Para enxergar você.
Toco em minhas vísceras
E encontro-lhe outra vez.


Nada fez para entrar
E, por lá, preso acabou por ficar.
És minha borboleta viva
Que me ensinou a voar,
És meu amuleto da sorte
Que me apresentou ao amar.


Uma alma de luz, meu alento
Brasa enérgica
Iluminando e recarregando
Minha alegria
Nos momentos de escura agonia.
Agradeço ao Todo-Poderoso
Pela sua vinda até mim.
Te amo de corpo e alma
E será assim até o fim.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

História dos dias


Tenho dois minutos para decifrar o suspiro da noite,
Tenho uma vida para desfrutá-la
E um sol todinho meu depois de tudo isso.

Procuro o melhor penhasco e o maior arco-íris
Mas deste desisto, esconde-se no escuro.
Saio eu e penhasco à procura da resposta.
Subimos, descemos,
Paramos e filosofamos.
Nada.

Deitados com a terra em nossas cabeças
Uma voz grave soa suavemente em nossos ouvidos
Dizendo que, por não encontrar o dia
Noite suspirava desesperada.
Por isso Lua era iluminada pelo Sol,
Mas que, em período de Nova
-Encontrávamo-nos ali,
Lua ficava sozinha novamente
E clamava pelo sol
Que descansava sete dias
Até ser amparado novamente
Pelo seu grande amor.


Madrugada desceu,
Segundos passaram,
Dia surgiu.
Meu tempo acabou,
Penhasco à Terra voltou
E eu, parada admirando o redentor da Lua
Abasteço-me de energia
Para mais um ciclo suplantar.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A garota e o vaga-lume




Sozinha na multidão; parada, frágil, atormentada ouvindo o lamúrio dos mortos-vivos.
Sentada ao chão nessa floresta inundada de almas, procuro, incessante, em meio ao turbilhão de tumulto, o horizonte. A nostalgia sobe por meu esôfago como uma bolha de sangue escaldante; minha diversão é o filme mudo, apagadiço, dos fantasmas e seu vai-vem, quiçá mudo pois já me embebi dele, suguei-o.
Em meio ao cenário emblemático cinza, que me envolve a tanto tempo, vejo um feixe claro, um vaga-lume, que irradia o verde-musgo das árvores e tira da nébria da eterna noite tantas belezas ocultadas pela constante e impermeável matiz monocromática.
Em um pequeno instante sinto que não pertenço a esse lugar, que há algum sítio distante onde eu possa ir, que não exista só a escuridão, o medo, o torpor das almas. É de onde esse ser veio, de onde trouxe a luz que agora me banha, sua luz.
Enquanto brinca comigo de longe, sinto-me mais perto dele do que me senti a vida toda neste mundo, entre esbarros e tropeços em seres inertes. Penso como farei para tê-lo, para trazê-lo até mim. Nesses poucos instantes que tudo isso me passa pela cabeça -séculos em minha mente-, sinto que a energia cedida a mim por aquele desconhecido toma forma, e se transforma em uma chama de coragem. Tomarei essa chama e transporei esse mundo de sombras que me cerca e me toma. Irei atrás de meu vaga-lume por céu e por terra para capturá-lo; sairei dessa infímia terra de mortos.
Levanto, sem tirar os olhos daquele ser que me entorpece, esqueço tudo e flutuo em sua direção, em sua luz. Ao chegar mais perto, a imensidão desaparece. Somos só eu e você; nós e nossa luz.
Mil anos se passaram para eu achar o que sempre procurei; finalmente um brilho em mesma sintonia para enfim virarmos energia e sermos o sol deste mundo gris.

domingo, 13 de março de 2011

Partes de um coração

Sai razão, sai razão,
Não quero ouvi-la agora.
Preciso do silêncio
Para escutar o coração.

O outono vem trazendo
Suas folhas: murchas, secas.
Sai razão, sai razão.
Deixe-me sozinha às esmas.

Meu coração divide-se,
E subdivide-se em suas divisões.
O que escolher, o que fazer?
Escolher um, escolher milhões...

Minha vida pede mais:
Às vezes não há nada,
Às vezes há demais.

Quero algo, desejo algo!
O desespero bateu e não se foi.
Um carinho uma conversa...
Um amor, um simples "oi".

Antes era o quebra-cuca,
O esconde-esconde de corações.
Hoje é um sério enigma,
Veio cheio de abstrações.

Três lugares, três modos,
Três jeitos e canções.
Minha vida se entorpece,
Não sei tomar decisões.

Posso estar iludida,
Penso que vi, não vi nada.
Ainda talvez esteja sozinha,
Mas prefiro a confusão, prefiro continuar calada.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

As lembranças até se apagam. Os momentos, não.

Estava eu andando pelo shopping certo dia recordando silenciosamente meu "passado presente", mais especificamente de uma tarde que representa a síntese dele.
Uma tarde que foi muito importante para mim... Há quase 4 anos.. Olhando a vitrine da loja de vestidos, noto que o estoque não sofreu muitas alterações. Quando entramos (não estava só), por insistência minha, vejo no meio dos cabides organizados os mesmos vestidos que outrora provei com as protagonistas de meus devaneios. Ainda estavam lá, intactos. A não ser pela ação do tempo, mas posso quase afirmar que estavam ainda no mesmo lugar que deixamos aquele dia.
Ao passar na praça de alimentação mil vezes, vejo que a lancheria da nossa marmita de batatas fechou, mas não me bateu uma frustração ou nostalgia, ppois que valeu foi o vivido, não inportando se o que proporcionou o momento está ou não mais lá. Em contrapartida, a Renner continua lá (capaz, né?!), no exato lugar. Essa sempre me faz abrir um sorriso: foi lá que os seguranças do shopping começaram a nos perseguir por causa do excesso de fotos tiradas "discretamente" nos provadores e, nas nossas mentes infantis, estávamos em uma grande aventura.
Bom, ainda existe também a loja da "peruca arrancada", o banheiro das mil fotos no espelho... Mas, o que continua existindo principalmente, é o meu sentimento por vocês, companheiras de evolução pessoal (até as piadinhas evoluiram, hm. sadijsadjisdajidasjioads).
O tempo pouco a pouco nos afastou, mas sei que não foi o bastante e nunca será. Nada é bastante para consumir o sentimento que eu tenho por vocês.
Uau, 3 anos me separam de um dia, talvez o único, onde não houve segredos ou brigas e onde tudo o que falávamos, por maiores bobagens que fossem, não era da boca para fora, era sincero. E esse momento está intrínseco nas velhas e limoentas paredes do PDB. E, quem diria que a vida colocaria pessoas tão diferentes para compartilhar uma amizade tão equisincera.
Nessa família de coração, a 'cabelo de mostarda provedora de balas' tornou-se a irmã mais nova, mas com mais vivência que as duas mais velhas juntas e a doida que quebrava a perna e escravizava as pessoas tornou-se uma das siamesas (a outra sou eu, a 'ninguém' que apareceu do nada como o durex que prendeu as três mosqueteiras enquanto pode), compartilhadora dos segredos e da mancha de nascença.
Mas o melhor de tudo é saber que, mesmo sob os efeitos do tempo, sempre que eu precisar de um ombro para chorar, vou ter 4 sequinhos e pulidos à minha disposição, assim como para elas ofereço igualmente os meus.
Vanessa e Ingrid eu amo muito vocês!