sábado, 14 de setembro de 2013
Vera.
Interagindo com meu corpo,
Insetos movendo-se
E desviando de meus pêlos...
Acho que estou apaixonada.
De vero, estou!
Pela simplicidade ao meu modo,
Pela visão do meu mundo.
Cegos sorriem ao me ver.
"Mágica, absurdo!"
Mas meu dizer
Não cessa ao encerrar.
Digo que fui
Completamente enfeitiçada
Y, las brujas que me perdonen,
Pero ahora soy la vertiente
De dónde nacen los sueños
Y sueño eres tú, vida,
Que vino de mí,
Crees en mí
Y aún así és lo que quiera.
Por siempre viviré así.
Prima-
-Vera.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Troca-troca
Escada e elevador.
Sigo em frente, sem rima,
E ensino sem ser professor
Que a minha poesia
Não é apenas d'um escritor.
Mas sim de tantos: Que agonia!
Dentro de mim tropeço
Na cigana, no doutor,
No anestesista, no cantor,
De saia justa, cabelo penteado,
Fazendo promessas, trocando de armário.
E assim, tantos de mim
E um só latenta coração.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Tudo o que eu sempre quis dizer
Posso ser nova, inexperiente, posso não saber de todas as coisas, mas sei o que me é suficiente... por enquanto. Um resumo de tudo o que eu quis falar nesses meus 17 anos de vida (fato, apesar de ter amado e me identificado com a letra, não gostei do ritmo e não conheço a banda)
24 - Switchfoot
Twenty-four oceans
Twenty-four skies
Twenty-four failures
And twenty-four tries
Twenty-four finds me
In twenty-fourth place
With twenty-four drop outs
At the end of the day
Life is not what I thought it was
Twenty-four hours ago
Still I'm singing 'Spirit,take me up in arms with you'
And I'm not who I thought I was
Twenty-four hours ago
Still I'm singing 'Spirit,take me up in arms with you'
There's twenty-four reasons
To admit that I'm wrong
With all my excuses
Still twenty-four strong
See, I'm not copping out
Not copping out
Not copping out
When you're raising the dead in me
Oh, oh
I am the second man
Oh, ohI am the second man now
Oh, I am the second man now
And you're raising these...
Twenty-four voices
With twenty-four hearts
All of my symphonies
In twenty-four parts
But I want to be one today
Centered and true
I'm singing 'Spirit take me up in arms with you'
You're raising the dead in me
Oh, oh
I am the second man
Oh, ohI am the second man now
OhI am the second man now
And you're raising the dead in me
Yeah
I wanna see miracles
To see the world change
Wrestled the angel for more than a name
For more than a feeling
For more than a causeI'm singing 'Spirit, take me up in arms with you'
And you're raising the dead in me
Twenty-four oceans
With twenty-four hearts
All of my symphonies
With twenty-four parts
Life is not what I thought it was
Twenty-four hours ago
Still I'm singing 'Spirit,take me up in arms with you'
I'm not copping out
Not copping out
quinta-feira, 7 de julho de 2011
A garota e o vaga-lume

Sentada ao chão nessa floresta inundada de almas, procuro, incessante, em meio ao turbilhão de tumulto, o horizonte. A nostalgia sobe por meu esôfago como uma bolha de sangue escaldante; minha diversão é o filme mudo, apagadiço, dos fantasmas e seu vai-vem, quiçá mudo pois já me embebi dele, suguei-o.
Em meio ao cenário emblemático cinza, que me envolve a tanto tempo, vejo um feixe claro, um vaga-lume, que irradia o verde-musgo das árvores e tira da nébria da eterna noite tantas belezas ocultadas pela constante e impermeável matiz monocromática.
Em um pequeno instante sinto que não pertenço a esse lugar, que há algum sítio distante onde eu possa ir, que não exista só a escuridão, o medo, o torpor das almas. É de onde esse ser veio, de onde trouxe a luz que agora me banha, sua luz.
Enquanto brinca comigo de longe, sinto-me mais perto dele do que me senti a vida toda neste mundo, entre esbarros e tropeços em seres inertes. Penso como farei para tê-lo, para trazê-lo até mim. Nesses poucos instantes que tudo isso me passa pela cabeça -séculos em minha mente-, sinto que a energia cedida a mim por aquele desconhecido toma forma, e se transforma em uma chama de coragem. Tomarei essa chama e transporei esse mundo de sombras que me cerca e me toma. Irei atrás de meu vaga-lume por céu e por terra para capturá-lo; sairei dessa infímia terra de mortos.
Levanto, sem tirar os olhos daquele ser que me entorpece, esqueço tudo e flutuo em sua direção, em sua luz. Ao chegar mais perto, a imensidão desaparece. Somos só eu e você; nós e nossa luz.
Mil anos se passaram para eu achar o que sempre procurei; finalmente um brilho em mesma sintonia para enfim virarmos energia e sermos o sol deste mundo gris.
domingo, 13 de março de 2011
Partes de um coração
Não quero ouvi-la agora.
Preciso do silêncio
Para escutar o coração.
O outono vem trazendo
Suas folhas: murchas, secas.
Sai razão, sai razão.
Deixe-me sozinha às esmas.
Meu coração divide-se,
E subdivide-se em suas divisões.
O que escolher, o que fazer?
Escolher um, escolher milhões...
Minha vida pede mais:
Às vezes não há nada,
Às vezes há demais.
Quero algo, desejo algo!
O desespero bateu e não se foi.
Um carinho uma conversa...
Um amor, um simples "oi".
Antes era o quebra-cuca,
O esconde-esconde de corações.
Hoje é um sério enigma,
Veio cheio de abstrações.
Três lugares, três modos,
Três jeitos e canções.
Minha vida se entorpece,
Não sei tomar decisões.
Posso estar iludida,
Penso que vi, não vi nada.
Ainda talvez esteja sozinha,
Mas prefiro a confusão, prefiro continuar calada.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
O início ...de novo

Inúmeros adjetivos o resume.
"-Manhêê, não quero iiir; vem comigo!!"
Quem nunca disse essa frase ao menos uma vez na vida?
Pois é, ensino médio concluído, lágrimas derramadas pelo leite que não volta mais à vasilha, sentimento de falta e a real e insistente vontade de criar uma máquina do tempo (pena que já prometi não ser a primeira a utilizá-la... Após a confusão de um menininho do jardim B, que achou que eu era uma cientista, prometi que ele seria o primeiro a usufruí-la após concluída) e se transportar para épocas as quais as únicas incertezas eram quem seriam seus colegas, naquela infinidade de conhecidos da escola, e do lado de quem sentar no primeiro dia. Pois é, universo novo, gente desconhecida, veia do destino que eu mesma optei e começo a traçar.
Até agora tudo tranquilo, apesar da profunda TPT -tristeza-pós-traumática- de não ter passado na faculdade federal, mesmo com muito esforço e estudo, por causa da enorme concorrência.
Descubro: não há trotes para onde eu vou. COMO LIDAR? .--. Justamente o que estava me distraindo um pouco, ao me fazer pensar em como seria e como eu me divertiria comendo algo estremamente esquisito ou colorindo todo o meu corpo ou fazendo qualquer outra coisa de descontração que as universidades propõem.
Well, se não fosse o que eu amasse que estivesse fazendo (arquitetura), a infelicidade seria maior. E ainda maior, talvez, se não soubesse que caminho seguir na nova fase de escolhas unicamente pessoais. Sorte que eu sempre tive o apoio da família para fazer o que eu quisesse da vida, ainda quando eu teria que me mudar ao pensar em fazer biologia marinha, ou talvez não ter emprego, quando desejei ser bailarina clássica profissional ou artista plástica.
Enfim, a vida foi me guiando pelo rio que eu mesma traçei, e suas divisões, a cada escolha que eu faço, se estreitam mais. espero que esse caminho não precise ser voltado, que não esteje nadando contra a correnteza.
Boa sorte a todos que começarão suas aulas e aos que ainda não sabem o que querem!!
Besos.
