Avisto-o de longe
Enquanto veste-se com a noite
-E tudo de mais possível
há de acontecer por ali.
A lua sobe com sua descida
E desce de sonhos chegados.
Musico esta hora na minha lembrança
Desse passado quase presente
E desse futuro vindouro
Apressado e quente.
Sol raiar e uma trilha
Já desenhada para seguir
E seu sorriso ao fundo dela
Fenece as amarras
E me livra para sumir.
Desapareci sem contas a pagar
Ou marcas a deixar.
Somente aqueles corações
De mim poderão lembrar
E a marca do passado,
Do futuro,
É presente.
E agora eu não sou carne
Sou sua alma.
E o horário faz-se ausente
E a lua, presente
Nossos espíritos? Ardentes.
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sábado, 3 de maio de 2014
sábado, 14 de setembro de 2013
Vera.
Alquimia das Veras
Interagindo com meu corpo,
Insetos movendo-se
E desviando de meus pêlos...
Acho que estou apaixonada.
De vero, estou!
Pela simplicidade ao meu modo,
Pela visão do meu mundo.
Cegos sorriem ao me ver.
"Mágica, absurdo!"
Mas meu dizer
Não cessa ao encerrar.
Digo que fui
Completamente enfeitiçada
Y, las brujas que me perdonen,
Pero ahora soy la vertiente
De dónde nacen los sueños
Y sueño eres tú, vida,
Que vino de mí,
Crees en mí
Y aún así és lo que quiera.
Por siempre viviré así.
Prima-
-Vera.
Interagindo com meu corpo,
Insetos movendo-se
E desviando de meus pêlos...
Acho que estou apaixonada.
De vero, estou!
Pela simplicidade ao meu modo,
Pela visão do meu mundo.
Cegos sorriem ao me ver.
"Mágica, absurdo!"
Mas meu dizer
Não cessa ao encerrar.
Digo que fui
Completamente enfeitiçada
Y, las brujas que me perdonen,
Pero ahora soy la vertiente
De dónde nacen los sueños
Y sueño eres tú, vida,
Que vino de mí,
Crees en mí
Y aún así és lo que quiera.
Por siempre viviré así.
Prima-
-Vera.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Murado
Os cochichos piam
Parede adentro.
Burburinho
De um segredo dito em silêncio.
As paredes tremem
Com o salto tilitando no corredor
E eu aqui.
Me disseram "fala com as paredes",
"Repara o silêncio"...
Mas eles mal sabem
Quanto conhecimento
Uma divisória
Pode proporcionar.
Calem-se.
Parede adentro.
Burburinho
De um segredo dito em silêncio.
As paredes tremem
Com o salto tilitando no corredor
E eu aqui.
Me disseram "fala com as paredes",
"Repara o silêncio"...
Mas eles mal sabem
Quanto conhecimento
Uma divisória
Pode proporcionar.
Calem-se.
Gota
A gota escorrendo na pia
É a mesma que pousou em meu nariz.
Analogo a alegria do nascimento
Daquela água tratada
À felicidade que vida sua vida minha
E vinda, é muito bem-vinda!
E vinha e veio e ficará.
O meu peito cedeu-se
Todo em berço
Para todo e vindo
Te amar.
É a mesma que pousou em meu nariz.
Analogo a alegria do nascimento
Daquela água tratada
À felicidade que vida sua vida minha
E vinda, é muito bem-vinda!
E vinha e veio e ficará.
O meu peito cedeu-se
Todo em berço
Para todo e vindo
Te amar.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Rimas de um acorro, rimas de um amor.
Eu sou capaz de enxergar na escuridão.
Minha luz não proveio dos olhos,
Ilumino alas com o coração.
Eu sou capaz de enxergar na escuridão.
Seu corpo, cada canto,
Suas curvas em minhas mãos.
Ele se ocultou ao amor: pobre rapaz.
Sou o dever e a obrigação de fazê-lo querer mais.
Sou o guia e a proteção,
O passado da perdição
E o futuro que o levará à salvação
Deste pobre coração:
Fechado, em corrosão.
Dou-lho sua tinta,
Seu amaciante
E seu caminho
-Pobre coração.
Abri-lo-ei ao mundo
Enquanto ainda há tempo.
Abri suas grades: Voe livre!
Se não lembrar como fazê-lo,
Regresse,
A voar ensinarei-lhe novamente
E seguirei minha canção.
Em seu corpo voo mais,
Já deixei tal coração em paz.
Abri minhas mãos a ti
E recebo inconsciente de paixão
Sua luz que se combina
Com a luz do meu coração.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Ode à lua literária
Sinceras palavras que saem de mim,
Da lua que sangra letras esta noite.
Olhei para cima e almejei tê-las,
Virei para o lado, escada subi.
Esgaçando minha pobre coluna
Ao esticá-la -em busca-,
Lindas palavras colhi,
Ordenei-as em ode à minha cura.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Mundo cinza (Colores)
A novela da vida
Insere objetos
Brancos, pretos, pálidos
E atira ao vento.
Cadê as cores
Desse universo paralelo
Para brindar-nos o mundo
Que atroz se destrói?
Vi crescer cada planta
Árvore e destino
Mas onde estão suas cores agora?
Procuro o escondido.
Se o achar, não se irrite,
Mas as jogarei por todo lugar.
Querem nos comandar c'o sistema
E isso eu não vou deixar.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Amizade
Acordar num qualquer dia
Com sorriso n'alma inteira,
Cantarolar melodias,
Deitar sob a árvore na esteira.
Felicidade fácil essa minha
Que surge sem parar.
A alegria é branda e brinda
À amizade
E faz tilitar.
Dedicado a Felipe, Carol e Mateus
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
O brilho da nova lua
Lua nova alumia
O castelo em fulgor.
Incendeia, arrepia
Minha amada, minha flor.
Vai em parte a luz que não brilha
A este reino precursor.
Mi, ré, sol: a sinfonia
Da luz que brilha com ardor.
Surge dia-a-dia
No reino de calor
Azul, preta e cinza,
Cala todo e qualquer temor.
O castelo em fulgor.
Incendeia, arrepia
Minha amada, minha flor.
Vai em parte a luz que não brilha
A este reino precursor.
Mi, ré, sol: a sinfonia
Da luz que brilha com ardor.
Surge dia-a-dia
No reino de calor
Azul, preta e cinza,
Cala todo e qualquer temor.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Conselho de escritor
Tão leve e esgueiro.
Não passa correndo,
Mas não demora a ficar.
Essa é a vida,
Que pode ser de tantos jeitos.
Aprenda com ela
E com você ela aprenderá.
Tudo na vida tem o seu fim,
Início e meio,
Menos o amor:
Ele vem para ficar.
Não depende da vida,
Não sai do lugar.
Mas depende da vida
E cabe a você aprender a amar.
Se seu tempo for escasso
E a vida dura,
Há de preparar o jardim
E esperar. Florescerá.
Viva com vigor,
Ame sem pudor.
Agite, livre:
É meu conselho de escritor.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Só difícil
Meu coração sente às vezes que é difícil.
Acho que são minhas defesas,
Alguns linfócitos protegendo meus sentimentos.
Mas agonia-me resistir.
Agonia a distância,
Desassocia meus neurônios.
Já parei no pensamento
De uma ideia de ter-te
Abraçado em minha presença:
Corpo e alma.
Como seria?
Ah, comoção.
Fiz uma nota
E guardei sob minha pele:
Nota de saudade.
Sei que é inteiro meu
E não devo me preocupar.
Vejo em seus olhos todas as vezes,
Todas as vezes...
Mas sabe? Às vezes é só difícil.
Acho que são minhas defesas,
Alguns linfócitos protegendo meus sentimentos.
Mas agonia-me resistir.
Agonia a distância,
Desassocia meus neurônios.
Já parei no pensamento
De uma ideia de ter-te
Abraçado em minha presença:
Corpo e alma.
Como seria?
Ah, comoção.
Fiz uma nota
E guardei sob minha pele:
Nota de saudade.
Sei que é inteiro meu
E não devo me preocupar.
Vejo em seus olhos todas as vezes,
Todas as vezes...
Mas sabe? Às vezes é só difícil.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Espaço da mente
Os galos acordam-me de meus devaneios
Só para dizer "bom dia".
Ainda não é dia, de acordo?
Mas agradeço a vocês
Por me inserirem à realidade,
Pois a mesma
Da minha cabeça
Necessita de espaço;
Sou muito ciumenta com ela.
Só para dizer "bom dia".
Ainda não é dia, de acordo?
Mas agradeço a vocês
Por me inserirem à realidade,
Pois a mesma
Da minha cabeça
Necessita de espaço;
Sou muito ciumenta com ela.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Você se tornou apenas uma amiga
Mas com o passar do tempo
Descobri essa paixão escondida
Sem ao menos entender eu me afastei
Quando vi que estava errado
Retornei rápido para não te perder
Te conquistei sem ao menos perceber
Disse que não queria nada
Mas se confundiu
Descobriu que me amava
F.A.A.J. <3'
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Onde vivi
Hoje vi tantas coisas
Que nem sei se vivo mais.
Aquarelas de insetos putrefatos,
Incensos de alcatraz.
Colori minha rua com tudo isto,
Pilhas e pilhas de lixo joguei ali.
Um mundinho pueril em desalinho,
Sonhos de um dia:
Escondidos. Ali; bem ali.
Um dia alguém juntará tudo isto,
Afinal, quem não quer reviver o passado?
Enquanto o café faz efeito em meus nervos,
Gente de todo o canto -
Churrasco vivo fugindo da morte -
Revirando o lixo, limpando que bagunçei,
Procura com veemência
Aquele sonho. Dali, dali.
Nada verão, só eu verei.
Aqueles insetos ainda para mim são aquarela.
Mundo bonito em que me encontro,
Mas o caminho não revelarei a ninguém.
Apenas a você, não leve a mal.
Feche os olhos
E abra a mente.
Junte palavras,
Não recolha o lixo.
Ali, somente ALI, estará aquela cidade,
A cidade bela em que vivi.
Que nem sei se vivo mais.
Aquarelas de insetos putrefatos,
Incensos de alcatraz.
Colori minha rua com tudo isto,
Pilhas e pilhas de lixo joguei ali.
Um mundinho pueril em desalinho,
Sonhos de um dia:
Escondidos. Ali; bem ali.
Um dia alguém juntará tudo isto,Afinal, quem não quer reviver o passado?
Enquanto o café faz efeito em meus nervos,
Gente de todo o canto -
Churrasco vivo fugindo da morte -
Revirando o lixo, limpando que bagunçei,
Procura com veemência
Aquele sonho. Dali, dali.
Nada verão, só eu verei.
Aqueles insetos ainda para mim são aquarela.
Mundo bonito em que me encontro,
Mas o caminho não revelarei a ninguém.
Apenas a você, não leve a mal.
Feche os olhos
E abra a mente.
Junte palavras,
Não recolha o lixo.
Ali, somente ALI, estará aquela cidade,
A cidade bela em que vivi.
terça-feira, 13 de março de 2012
Duro corazón
.jpg)
Oye mi corazón,
El canto helado
Que trajo a ti esa pasión.
Sientad una piedra que casi no late
En el pecho que esconde roca tan dura
Pero sin enbargo mueve los ojos
Sólamente en dirección tuya.
As veces sientome en nube cuándo en tu lado,
Siquiera un volcán tírame del trance
De estar en tus manos;
Pero otras, sigo mi camino despacio al futuro
Olvidándome quién hay a mi lado
Hasta cualquer momento
Y cayendo en las trampas
De mi propria imaginación.
Mundos distintos,
Mundos lejanos,
Corazón en piedra,
Mente bailante.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Ciclo de Pandora
Abro minha caixa de Pandora vez em quando.
De lá saem coisas boas e estranhas.
Minhas espinhas estão lá –Oh se estão – nesse instante.
De lá sai o infinito, disfarçado de horizonte.
Ali, as rosas conotam-se demais:
Uma chuva é avião
E uma briga, furacão.
Sempre há mais tempo para a curiosidade,
Nessa tamanha pequena caixa.
Às vezes Pandora abre-se por conta;
Groelomba que vem à tona,
Engole meu eu e deixa
Nessa terra devorada
Um ser estranho, corrupto,
Que não substitui o corpo que jaz livre
E um dia terá de voltar
Para reivindicar o que é seu.
Pandora enfim fecha-se e adormece.
E como um sonho, a qualquer momento,
Abrir-se-á outra vez.
De lá saem coisas boas e estranhas.
Minhas espinhas estão lá –Oh se estão – nesse instante.
De lá sai o infinito, disfarçado de horizonte.
Ali, as rosas conotam-se demais:
Uma chuva é avião
E uma briga, furacão.
Sempre há mais tempo para a curiosidade,
Nessa tamanha pequena caixa.
Às vezes Pandora abre-se por conta;
Groelomba que vem à tona,
Engole meu eu e deixa
Nessa terra devorada
Um ser estranho, corrupto,
Que não substitui o corpo que jaz livre
E um dia terá de voltar
Para reivindicar o que é seu.
Pandora enfim fecha-se e adormece.
E como um sonho, a qualquer momento,
Abrir-se-á outra vez.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Penso naquela tarde de outono.
A brisa morna,
Folhas amarelas,
Seu sorriso brilhante.
O cabelo que desarrumou,
Aquela dancinha que nos levou ao chão,
O sol batendo em seu nariz
E o céu azul refletido nos meus olhos,
Diafanando a camada espessa
Que insiste incobrir desejos meus.
Contigo naquele momento,
Permaneço onde sempre quis.
Campo aberto, dia comum,
Brisa e sol.
Echarpe ao vento
Corpos enleados
Bocas que se tocam.
Noite cai, trazendo o frio
E as nuvens que anunciam breu total.
Ainda estamos ali,
Fogueira que nos aquece
Consiste em dois corpos carcomidos
Tão radiantes em um passado qualquer,
Agora ali: raízes entrelaçadas,
Unidas à espera do astro-luz
Para devolver-lhes a vida
Em um novo raio de esperança
Que liga dois corações.
Bruma leve de outono
Devolva-nos o que a escuridão apagou.
A brisa morna,
Folhas amarelas,
Seu sorriso brilhante.
O cabelo que desarrumou,
Aquela dancinha que nos levou ao chão,
O sol batendo em seu nariz
E o céu azul refletido nos meus olhos,
Diafanando a camada espessa
Que insiste incobrir desejos meus.
Contigo naquele momento,
Permaneço onde sempre quis.
Campo aberto, dia comum,
Brisa e sol.
Echarpe ao vento
Corpos enleados
Bocas que se tocam.
Noite cai, trazendo o frio
E as nuvens que anunciam breu total.
Ainda estamos ali,
Fogueira que nos aquece
Consiste em dois corpos carcomidos
Tão radiantes em um passado qualquer,
Agora ali: raízes entrelaçadas,
Unidas à espera do astro-luz
Para devolver-lhes a vida
Em um novo raio de esperança
Que liga dois corações.
Bruma leve de outono
Devolva-nos o que a escuridão apagou.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Carrossel dos sonhos

Estranho o caminho em que me encontro...
Sempre vi luz, agora não.
Só os discos de cor que alumiam
A treva e a escuridão.
Findo la carretera:
Circo encontro enfim.
Seus encantos e harmonia
Bastam para cessar meu antigo pranto
E sossegar a criança que há em mim.
Passei por trilhas tortuosas
Para saber do meu destino,
E agora encontro-me aqui:
Perdido, tranquilo.
Embarcarei no carrossel dos sonhos
E aguardarei meu fim.
Definhando em um mundo bom,
Pelo menos a alegria
Abastecerá o encanto
Que preciso para não deixar de existir.
Título por Rodrigo Vasques
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Fusão bailante
Alegria da dança.
Vejo dois jovens tão felizes
Entrelaçando-se e separando
Numa frenesi hipnótica;
Paro a uma distância
A admirar aquele fresco ritmo,
O alegre badalar.
Em um sopro
Dum vento não-tão-distante
Minhas duas fitas bailantes
Chocam-se numa batida una,
Olham-se
Beijam-se
E desde ali
Não vi jamais aquelas duas fitas
Mas uma coisa só
A fusão dos amantes bailantes,
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Passarinho

Passarinho na minha cabeça
Pia a pura e clara paixão,
Voa alto, enviesa
E leva pra lá solidão.
Voa n’ampla mente qu’o abriga,
Saca pensamento vão.
Bate asa, arrepia
E leva pra lá solidão.
Vez ou outra ele sai,
Acha a fenda, pede perdão.
Mas jamais se esquece
De levar pra lá solidão.
Pia pia; pés ao chão.
Bate a asa, bate o vento
E sempre volta co’a canção.
Pia a pura e clara paixão,
Voa alto, enviesa
E leva pra lá solidão.
Voa n’ampla mente qu’o abriga,
Saca pensamento vão.
Bate asa, arrepia
E leva pra lá solidão.
Vez ou outra ele sai,
Acha a fenda, pede perdão.
Mas jamais se esquece
De levar pra lá solidão.
Pia pia; pés ao chão.
Bate a asa, bate o vento
E sempre volta co’a canção.
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