quinta-feira, 21 de junho de 2012

História dos dias


Tenho dois minutos para decifrar o suspiro da noite,
Tenho uma vida para desfrutá-la
E um sol todinho meu depois de tudo isso.

Procuro o melhor penhasco e o maior arco-íris
Mas deste desisto, esconde-se no escuro.
Saio eu e penhasco à procura da resposta.
Subimos, descemos,
Paramos e filosofamos.
Nada.

Deitados com a terra em nossas cabeças
Uma voz grave soa suavemente em nossos ouvidos
Dizendo que, por não encontrar o dia
Noite suspirava desesperada.
Por isso Lua era iluminada pelo Sol,
Mas que, em período de Nova
-Encontrávamo-nos ali,
Lua ficava sozinha novamente
E clamava pelo sol
Que descansava sete dias
Até ser amparado novamente
Pelo seu grande amor.


Madrugada desceu,
Segundos passaram,
Dia surgiu.
Meu tempo acabou,
Penhasco à Terra voltou
E eu, parada admirando o redentor da Lua
Abasteço-me de energia
Para mais um ciclo suplantar.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Meu amor

Às vezes sinto medo;
Um medo bobo, pueril
De que o que se criou
Escorra ralo abaixo.


Entristeço-me, fico encabulada
De pensar tais asneiras.
Resolvi meus receios em um toque:
Guardei todo meu bem valioso
Às sete chaves, no armarinho do meu

coração.
Lá, pode ser admirado, tocado, utilizado.
Só não pode ser tirado.
Por quê?
Oras, amor depois que entra
Não se quer, nem sai nunca mais.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Espaço da mente

Os galos acordam-me de meus devaneios
Só para dizer "bom dia".
Ainda não é dia, de acordo?
Mas agradeço a vocês
Por me inserirem à realidade,
Pois a mesma
Da minha cabeça
Necessita de espaço;
Sou muito ciumenta com ela.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Fora da redoma

Ffiz uma casinha no meio de meus sonhos
Meu redoma de amor.
Escondi-me nele por tanto tempo
Mas uma tempestade o levou.
Era uma refugiada no meio do desconhecido
Que fui descobrir ao perder meu abrigo. que dó.
Passeei por aquele lugar encantado
E de mais amor e vida me recheei.
Aprendi a viver livre então
Sabendo onde achar que me fortalece.
Meu abrigo? por aí o vejo voando
Descobriu, como eu, forma de se libertar
Para a felicidade real no meio da utopia.
A realidade está no meu sonho.
Prendi vocês. Vivam de amor comigo.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Abatendo o delírio

Lisergia que acorda os famintos olhos
Cansados de esperar pela realidade desse lampejo
De ver a chuva bater sem ferir
Incendeia minha verve.
Fito o relâmpago, arremessam-me estacas,
O incerto machuca, o incerto abate.
Dum instante ao outro todo esse imaginário dissipa-se
Junto com a neblina que embassa e confunde a visão
Que faz pensar que a chuva não dói.
A chuva dói, sim
Mas podemos evitá-la.
Podemos amar, e assim cobrir-nos impermeáveis.
Mas a neblina que ainda hoje me fez deixar a sanidade
Volta quando lhe dá vontade
E apenas um outro olhar faminto e talvez nem tão cansado
Pode levar-me onde a neblina não bate,
Levar-me às nuvens,
Fenecer minha tensão.
Abater-me dos lampejos,
Apagar a escuridão.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Ao acordar de você

Hoje sonhei com você.
Estávamos em uma corrida, uma grande maratona.
Passei de você; dei de encontro ao chão.
Lágrimas correram tímidas
Dando de encontro em uma generosa mão estendida
À espera de um rosto rosado
E dedos esfolados impulsionando o corpo  dolorido.
Hoje acordei com falta de você.
Tropeçamos pelo impulso no sonho e rolamos até o infinito,
Amamo-nos, sob o céu boreal que surgiu  repentino.
Derretemos, acordei sem você.
Hoje preciso retornar ao sonho,
Achar você acordada,
Novamente derreter
E viver de amor e querer.

segunda-feira, 7 de maio de 2012





Te conheci há uns anos
Você se tornou apenas uma amiga
Mas com o passar do tempo
Descobri essa paixão escondida

Sem ao menos entender eu me afastei
Quando vi que estava errado
Retornei rápido para não te perder
Te conquistei sem ao menos perceber

Disse que não queria nada
Mas se confundiu
Descobriu que me amava

F.A.A.J. <3'