Acordar num qualquer dia Com sorriso n'alma inteira, Cantarolar melodias, Deitar sob a árvore na esteira. Felicidade fácil essa minha Que surge sem parar. A alegria é branda e brinda À amizade E faz tilitar.
Meu amor é água: livre e desimpedido. Não é rio nem mar. Lagoa? Faz-lhe arrepiar. Apenas corre por aí, Existe por existir. De nuvem em nuvem, viaja pelo mundo. E eu, ave: passeio pelo céu. O amor escorre de mim; Desinibido, espalha-se ao léu.
Escrevi uma carta sem destinatário Mas não são todos que podem ler. Sei que chegará em você Algum dia, No momento certo. Não é um adeus, não se preocupe.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Quando sua boca encostou na minha, o fogo que saía de lá calou-se E aquele beijo fê-lo alojar-se em meio ao meu coração.
Lua nova alumia O castelo em fulgor. Incendeia, arrepia Minha amada, minha flor. Vai em parte a luz que não brilha A este reino precursor. Mi, ré, sol: a sinfonia Da luz que brilha com ardor. Surge dia-a-dia No reino de calor Azul, preta e cinza, Cala todo e qualquer temor.
Não é como um pingo d'água, Tão leve e esgueiro. Não passa correndo, Mas não demora a ficar.
Essa é a vida, Que pode ser de tantos jeitos. Aprenda com ela E com você ela aprenderá.
Tudo na vida tem o seu fim, Início e meio, Menos o amor: Ele vem para ficar.
Não depende da vida, Não sai do lugar. Mas depende da vida E cabe a você aprender a amar.
Se seu tempo for escasso E a vida dura, Há de preparar o jardim E esperar. Florescerá.
Viva com vigor, Ame sem pudor. Agite, livre: É meu conselho de escritor.
Há um condomínio de árvores Construído bem diante meus olhos. Distraio o olhar dos arranha-céus verde-pinheiro E me deparo com uma grande corrida De bem-te-vis-caça -Cada qual mais ligeiro. Já sei o caminho deles: Saem apavorados da floresta de pedras Atrás da densa cidade plantada.