Os cochichos piam
Parede adentro.
Burburinho
De um segredo dito em silêncio.
As paredes tremem
Com o salto tilitando no corredor
E eu aqui.
Me disseram "fala com as paredes",
"Repara o silêncio"...
Mas eles mal sabem
Quanto conhecimento
Uma divisória
Pode proporcionar.
Calem-se.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Gota
A gota escorrendo na pia
É a mesma que pousou em meu nariz.
Analogo a alegria do nascimento
Daquela água tratada
À felicidade que vida sua vida minha
E vinda, é muito bem-vinda!
E vinha e veio e ficará.
O meu peito cedeu-se
Todo em berço
Para todo e vindo
Te amar.
É a mesma que pousou em meu nariz.
Analogo a alegria do nascimento
Daquela água tratada
À felicidade que vida sua vida minha
E vinda, é muito bem-vinda!
E vinha e veio e ficará.
O meu peito cedeu-se
Todo em berço
Para todo e vindo
Te amar.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Rimas de um acorro, rimas de um amor.
Eu sou capaz de enxergar na escuridão.
Minha luz não proveio dos olhos,
Ilumino alas com o coração.
Eu sou capaz de enxergar na escuridão.
Seu corpo, cada canto,
Suas curvas em minhas mãos.
Ele se ocultou ao amor: pobre rapaz.
Sou o dever e a obrigação de fazê-lo querer mais.
Sou o guia e a proteção,
O passado da perdição
E o futuro que o levará à salvação
Deste pobre coração:
Fechado, em corrosão.
Dou-lho sua tinta,
Seu amaciante
E seu caminho
-Pobre coração.
Abri-lo-ei ao mundo
Enquanto ainda há tempo.
Abri suas grades: Voe livre!
Se não lembrar como fazê-lo,
Regresse,
A voar ensinarei-lhe novamente
E seguirei minha canção.
Em seu corpo voo mais,
Já deixei tal coração em paz.
Abri minhas mãos a ti
E recebo inconsciente de paixão
Sua luz que se combina
Com a luz do meu coração.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Ode à lua literária
Sinceras palavras que saem de mim,
Da lua que sangra letras esta noite.
Olhei para cima e almejei tê-las,
Virei para o lado, escada subi.
Esgaçando minha pobre coluna
Ao esticá-la -em busca-,
Lindas palavras colhi,
Ordenei-as em ode à minha cura.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Troca-troca
Teu encanto ilumina
Escada e elevador.
Sigo em frente, sem rima,
E ensino sem ser professor
Que a minha poesia
Não é apenas d'um escritor.
Mas sim de tantos: Que agonia!
Dentro de mim tropeço
Na cigana, no doutor,
No anestesista, no cantor,
De saia justa, cabelo penteado,
Fazendo promessas, trocando de armário.
E assim, tantos de mim
E um só latenta coração.
Escada e elevador.
Sigo em frente, sem rima,
E ensino sem ser professor
Que a minha poesia
Não é apenas d'um escritor.
Mas sim de tantos: Que agonia!
Dentro de mim tropeço
Na cigana, no doutor,
No anestesista, no cantor,
De saia justa, cabelo penteado,
Fazendo promessas, trocando de armário.
E assim, tantos de mim
E um só latenta coração.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Fluiu.
Na cela mais protegida.
Te amo sem ilusão,
Único espelho são seus olhos.
Acaricio seu coração,
Faz-me jurar de olhos vendados.
Sou por ti
Ali e aqui
E nesse mundo que tanto vi
O amor descobri.
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