Enleo-me no chão
Desta coisa putrefata a qual não criei
E admito: não teria coragem de assiná-la.
Perfeita e sublime -ó inocente vida!
Vil e macabra -imperfeição da realidade!
Acabo por supor
No auge de meu repuno
Que se houvesse escolhas
Difícil seria o amor, fácil seria o impuro.
Amarga, cruel, indistinta e repugna:
Face ruim da vida, mas precisa.
Por que todos apenas contam o afável?
Viver não é só isso;
Fere, dói... Algum propósito?
Há de gritar esse propósito?!
Para quê tanto sofrer?
Tanta amargura, decepção...
Incompreensível mundo,
Por que a fizestes assim?
Olhando para as estrelas
Os sonhos rolam soltos:
Novas realidades, vidas distintas...
Caminho do bem.
Carinhosa e imcompassível,
A necessidade involuntária de acordar
Irrompe a nossa real vida.
Pois vida que é vivida
Cada um escolhe a sua
Para ser como se quer...
Cruéis e imotos,
Dilaceramos a inefável vida.
Talvez seja por isso que ela castiga-nos...
Se é por isso, estão explicadas
A inocência dos bebês,
A felicidade das crianças,
A ingenuidade!
Mas quem cria esse terror?
Precisamos dormir, sonhar para viver...
A vida impõe-nos isso!
O que explica
Quiçá a rabugice dos mais velhos,
ou a perda de esperança...
Mas a vida é assim
Por culpa de nossos sonhos,
Ou nossos sonhos são assim
Por culpa da vida?
Que dilema!
O certo...
Ou o mais certo?
Quanto mais sonhamos,
Mais a vida se rompe.
Abrirei os olhos, colarei os cílios,
Não mais dormirei.
Esta vida está brincando conosco,
Impondo-nos um sono...
A sombria face da bruxa
Disfarçada de vovozinha.
Querendo abrir nossas mentos,
Descobrir o que nos incomoda...Fria e cauculista,
Faz isso enquanto dormimos,
Relaxamos, temos falsas esperanças,
Sobre o amanhã.
Falsas nem tanto,
Às vezes, por bondade
Ou malvadeza, travessura,
A vida concede-nos nossos sonhos
E resgatamos bravamente o que quisemos.
Quem dorme menos, vive menos.
Os dias se dão pelas noites de sono.
Porém, quem vive menos, morre mais feliz.
Pois a vida é uma regresso-progressão,
Que distrói e constrói e ilude o amanhã.
Poregarei meus olhos, tornarei-me vigilante.
Não mais dormirei!
Assim interromperá meu ritmo cardíaco
E morrerei feliz;
Mais que se tivesse
Vivido mais um dia.
P.S.: AMO viver! <3
poema de um momento nostálgico da minha vida, haha, datado de meados de 2010...
hoje em dia escrevo o que me faz bem, nada de nostalgias *0*
sábado, 24 de dezembro de 2011
Chove em meu coração

Chove em meu coração;
Chuva sem nuvens
Nuba si chuvis
Chuna me nudis
Transformo em canção.
Chove em meu coração.
Gotas tardias,
Dia de sol,
Tarde de verão.
Andando distraída
Atropelo grandes feras
Cantando bem baixinho
A nossa canção.
Tarde de verão.
Vem chuva,
Há sol,
Há a tarde,
Canção.
Dançando n'areia
Chove púrpuras
Em meu coração.
Fases do carbono
Grafite: Transformá-te-ei em diamante
Para eternizar meus rabiscos,
Abrilhantar meus sonhos...
Valorizo a pedra bruta -minha joia-,
Adorno-me de grafites
E desenho com cristal raro.
Fecho os olhos;
Vejo o brilho, glamour.
Dos colares cintilantes?
Não. Da singela lapiseira.
Para eternizar meus rabiscos,
Abrilhantar meus sonhos...
Valorizo a pedra bruta -minha joia-,
Adorno-me de grafites
E desenho com cristal raro.
Fecho os olhos;
Vejo o brilho, glamour.
Dos colares cintilantes?
Não. Da singela lapiseira.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Acorde-me
Ah, sem você ao meu lado...
Os riscos ficam tão vazios;
O chão, buraco fundo e escuro.
Abismo? Jogar-me-ei
-Não!- minha consciência brameja;
Alcova de sentimentos bons,
Ao passar pelos cômodos de minha cabeça
Favor acordar-me,
Clamar-me;
Ao amor não sei que dizer,
Porém das trevas porei um fim
Com o simples ato
De tocar tua aura.
Rente a ti ficarei
E deixarei meus olhos dizerem-te
O que a alcova dos sonhos
Libertará ao além do ser.
Os riscos ficam tão vazios;
O chão, buraco fundo e escuro.
Abismo? Jogar-me-ei
-Não!- minha consciência brameja;
Alcova de sentimentos bons,
Ao passar pelos cômodos de minha cabeça
Favor acordar-me,
Clamar-me;
Ao amor não sei que dizer,
Porém das trevas porei um fim
Com o simples ato
De tocar tua aura.
Rente a ti ficarei
E deixarei meus olhos dizerem-te
O que a alcova dos sonhos
Libertará ao além do ser.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Aah menina, como é bom te ter ao meu lado
Sem estar preocupado com o amanhã
Sentir o poder do amor que me alegra
O canto dos passáros
O balançar das árvores
O raiar do sol
Um som de belo dia
Mais um dia ao teu lado doce menina
Traga-me a tua paixão, o brilho dos teu olhos
A tua face radiante, o teu corpo que me toca.
Sem estar preocupado com o amanhã
Sentir o poder do amor que me alegra
O canto dos passáros
O balançar das árvores
O raiar do sol
Um som de belo dia
Mais um dia ao teu lado doce menina
Traga-me a tua paixão, o brilho dos teu olhos
A tua face radiante, o teu corpo que me toca.
F.A.A.J.
domingo, 27 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Recente passado

À alvorada de um dia qualquer,
Escurecido ainda, em versos bons,
Vocifero teu nome
Almejando teu calor
Tão alheio ao sol desse verão.
Fazendo tons e rimas,
Recordo-me mais uma vez
Tantos momentos por detrás de uma sina.
Grito, chamo, enfim percebo
Que tudo o que anseava
Era não-mais que
Uma quimera daquele velho outono
...Que regressa a mim outra vez.
Escurecido ainda, em versos bons,
Vocifero teu nome
Almejando teu calor
Tão alheio ao sol desse verão.
Fazendo tons e rimas,
Recordo-me mais uma vez
Tantos momentos por detrás de uma sina.
Grito, chamo, enfim percebo
Que tudo o que anseava
Era não-mais que
Uma quimera daquele velho outono
...Que regressa a mim outra vez.
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