Revejo todas as fotos
nelas, nem sempre sorrindo
e as palavras fugindo de mim.
Há algo que não deixa esquecer-me
mas retratos não fazem parte do meu dicionário
e as lembranças armazenam-se no meu manequim.
Toda vez que mudo a roupa
mudo a foto
e viro a página.
Hoje: romance, vida, alegria
amanhã quebro a cara, quebro caras,
no outro dia já não sei que me espera.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
terça-feira, 1 de abril de 2014
Phoenix de dois
Nasceu phoenix hoje em mim,
Fantasia do que sonhei
E acordei dentro de outrém:
Dois seres sem mero fim.
Sentia seu coração,
Seu respiro era o fogo do meu nascimento.
Sua visão, apenas sua,
Mas o que percebia, percebo eu antes.
Notei mundo diferente,
Olhos diferentes,
Prisão diferente...
Ora, eu phoenix, presa?
Ora, aonde me meti?
Abro as asas e sinto a carne
Abro o peito e liberto-me um pouco.
Assim recobro as esperanças.
Morro novamente para renascer em mim.
E, o que acontece:
Aquele corpo morre junto
E phoenix vira comigo.
Irmãos de alma,
Irmãos de corpo.
Gêmeos, deveras,
Um só coração.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Vara de condão
Aposto minha vara de condão
Como, em outra encarnação
-Sendo eu mesma ou não-
Encontrei meu mundo
Através da escuridão
E mergulhei fundo nele,
Hoje me encontro aqui.
Aposto minha vara de condão
Que esse mundo não era perfeito
Não, não era o protótipo
Do que eu penso às vezes estar.
Já fui alertada dos erros de errar,
Mas insisto em fazer a mesma coisa:
Dedicar.
E, ao erro, jamais deixá-lo me dizimar.
Ainda doarei meus órgãos,
Minha medula, minhas córneas.
Não àquele que me sempre foi belo
-Espero que ele não os precise!
-Mas àquele a quem já me foi rude.
Aposto minha vara de condão,
minha magia em toda dedicação
Que quando essa fase passar
Serei eu mesma de novo então.
Como, em outra encarnação
-Sendo eu mesma ou não-
Encontrei meu mundo
Através da escuridão
E mergulhei fundo nele,
Hoje me encontro aqui.
Aposto minha vara de condão
Que esse mundo não era perfeito
Não, não era o protótipo
Do que eu penso às vezes estar.
Já fui alertada dos erros de errar,
Mas insisto em fazer a mesma coisa:
Dedicar.
E, ao erro, jamais deixá-lo me dizimar.
Ainda doarei meus órgãos,
Minha medula, minhas córneas.
Não àquele que me sempre foi belo
-Espero que ele não os precise!
-Mas àquele a quem já me foi rude.
Aposto minha vara de condão,
minha magia em toda dedicação
Que quando essa fase passar
Serei eu mesma de novo então.
sábado, 14 de setembro de 2013
Vera.
Alquimia das Veras
Interagindo com meu corpo,
Insetos movendo-se
E desviando de meus pêlos...
Acho que estou apaixonada.
De vero, estou!
Pela simplicidade ao meu modo,
Pela visão do meu mundo.
Cegos sorriem ao me ver.
"Mágica, absurdo!"
Mas meu dizer
Não cessa ao encerrar.
Digo que fui
Completamente enfeitiçada
Y, las brujas que me perdonen,
Pero ahora soy la vertiente
De dónde nacen los sueños
Y sueño eres tú, vida,
Que vino de mí,
Crees en mí
Y aún así és lo que quiera.
Por siempre viviré así.
Prima-
-Vera.
Interagindo com meu corpo,
Insetos movendo-se
E desviando de meus pêlos...
Acho que estou apaixonada.
De vero, estou!
Pela simplicidade ao meu modo,
Pela visão do meu mundo.
Cegos sorriem ao me ver.
"Mágica, absurdo!"
Mas meu dizer
Não cessa ao encerrar.
Digo que fui
Completamente enfeitiçada
Y, las brujas que me perdonen,
Pero ahora soy la vertiente
De dónde nacen los sueños
Y sueño eres tú, vida,
Que vino de mí,
Crees en mí
Y aún así és lo que quiera.
Por siempre viviré así.
Prima-
-Vera.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Violão
Vou desenhar um violão
Na sua testa
E poderei para sempre
Tocar-te e tocar-te.
As cordas, seus belos cabelos.
O som? Batidas do meu coração.
Na sua testa
E poderei para sempre
Tocar-te e tocar-te.
As cordas, seus belos cabelos.
O som? Batidas do meu coração.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Murado
Os cochichos piam
Parede adentro.
Burburinho
De um segredo dito em silêncio.
As paredes tremem
Com o salto tilitando no corredor
E eu aqui.
Me disseram "fala com as paredes",
"Repara o silêncio"...
Mas eles mal sabem
Quanto conhecimento
Uma divisória
Pode proporcionar.
Calem-se.
Parede adentro.
Burburinho
De um segredo dito em silêncio.
As paredes tremem
Com o salto tilitando no corredor
E eu aqui.
Me disseram "fala com as paredes",
"Repara o silêncio"...
Mas eles mal sabem
Quanto conhecimento
Uma divisória
Pode proporcionar.
Calem-se.
Gota
A gota escorrendo na pia
É a mesma que pousou em meu nariz.
Analogo a alegria do nascimento
Daquela água tratada
À felicidade que vida sua vida minha
E vinda, é muito bem-vinda!
E vinha e veio e ficará.
O meu peito cedeu-se
Todo em berço
Para todo e vindo
Te amar.
É a mesma que pousou em meu nariz.
Analogo a alegria do nascimento
Daquela água tratada
À felicidade que vida sua vida minha
E vinda, é muito bem-vinda!
E vinha e veio e ficará.
O meu peito cedeu-se
Todo em berço
Para todo e vindo
Te amar.
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