Meu coração sente às vezes que é difícil.
Acho que são minhas defesas,
Alguns linfócitos protegendo meus sentimentos.
Mas agonia-me resistir.
Agonia a distância,
Desassocia meus neurônios.
Já parei no pensamento
De uma ideia de ter-te
Abraçado em minha presença:
Corpo e alma.
Como seria?
Ah, comoção.
Fiz uma nota
E guardei sob minha pele:
Nota de saudade.
Sei que é inteiro meu
E não devo me preocupar.
Vejo em seus olhos todas as vezes,
Todas as vezes...
Mas sabe? Às vezes é só difícil.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Fábula (A vida)
Quero um dia contar uma história
Uma longa historinha
Que agrade a jovens e adultos
E que nada seja mentirinha.
Vou contar coisas da vida,
Dizer que é fábula, e será.
O que vivi e viverei
Na lembrança ficará.
Dizer que é fábula, e será.
O que vivi e viverei
Na lembrança ficará.
Não só na minha, deveras,
Compartilho a vários alguéns.
Mas, quando tudo virar conto,
De minha palavra
Não duvidará ninguém.
Compartilho a vários alguéns.
Mas, quando tudo virar conto,
De minha palavra
Não duvidará ninguém.
Duendes, gnomos,
Elfos do além.
De minhas aventuras,
Não duvidará ninguém.
Elfos do além.
De minhas aventuras,
Não duvidará ninguém.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Comédia da desilusão
Desilusão de uma esperança
Que nunca existiu.
Ela via em uma porta
Falsa paisagem da verdade,
Só mais uma pintura realista.
Ela não sentia mais que um calafrio
E a vontade de perspassar aquela fronteira.
O medo a coagiu
A deletou,
A contraiu.
Um dia, ela foi com tudo:
Ah, que desiludida ficou!
Quando de cabeça se jogou
E ao solo quente se misturou
Ao ser rebatida por aquela tela dura
De algo que nunca existiu.
Ah, desiludida aquela garota!
De desespero, quebrou em cacos o que a feriu
E descobriu uma estrada feia.
Não tinha mais o que fazer,
Abandonara tudo o que era seu
E agora tinha que seguir.
Naquele tortuoso caminho
De nebuloso céu,
E árvores desfolhadas
Seguiu um bicho estranho
Que não vira jamais: morcego da tarde
Recolhendo-se ao escuro.
Chegando à longínqua caverna
Eis que cai e adormece.
Pobre desiludida, quer matar-se,
Acabar com seu sofrimento.
Entretanto em seu despertar
O céu abre
O mar visibiliza-se
E o raiar toma seu rosto novamente de rubor.
Alegria nasce com raizes profundas
No coração daquela que descreia
No que a era ofertado.
Desgastada, carcomida, resolve voltar a viver.
Com os pássaros e um novo amor,
Reaprende como à tristeza distorcer.
Que nunca existiu.
Ela via em uma porta
Falsa paisagem da verdade,
Só mais uma pintura realista.
Ela não sentia mais que um calafrio
E a vontade de perspassar aquela fronteira.
O medo a coagiu
A deletou,
A contraiu.
Um dia, ela foi com tudo:
Ah, que desiludida ficou!
Quando de cabeça se jogou
E ao solo quente se misturou
Ao ser rebatida por aquela tela dura
De algo que nunca existiu.
Ah, desiludida aquela garota!
De desespero, quebrou em cacos o que a feriu
E descobriu uma estrada feia.
Não tinha mais o que fazer,
Abandonara tudo o que era seu
E agora tinha que seguir.
Naquele tortuoso caminho
De nebuloso céu,
E árvores desfolhadas
Seguiu um bicho estranho
Que não vira jamais: morcego da tarde
Recolhendo-se ao escuro.
Chegando à longínqua caverna
Eis que cai e adormece.
Pobre desiludida, quer matar-se,
Acabar com seu sofrimento.
Entretanto em seu despertar
O céu abre
O mar visibiliza-se
E o raiar toma seu rosto novamente de rubor.
Alegria nasce com raizes profundas
No coração daquela que descreia
No que a era ofertado.
Desgastada, carcomida, resolve voltar a viver.
Com os pássaros e um novo amor,
Reaprende como à tristeza distorcer.
Tema por: Leonardo Cruz (http://acasoqualquer.blogspot.com.br/)
domingo, 14 de outubro de 2012
Nômade
Ando livre por aí,
Meu caminharé constante,
Minhas descobertas são frequentes.
Apenas uma nômade qualquer.
Sigo em frente, ciganeio
Uns e outros,
Balbucio
Notas graves e agudas
E pago de feiticeira.
Tantas coisas que aprendo
Nessa infinita viagem da vida,
Mas, em tantos lugares,
O que mais me marca
É a simples vitória
Dos sorrisos conquistados.
Meu caminharé constante,
Minhas descobertas são frequentes.
Apenas uma nômade qualquer.
Sigo em frente, ciganeio
Uns e outros,
Balbucio
Notas graves e agudas
E pago de feiticeira.
Tantas coisas que aprendo
Nessa infinita viagem da vida,
Mas, em tantos lugares,
O que mais me marca
É a simples vitória
Dos sorrisos conquistados.
domingo, 23 de setembro de 2012
L'amour
Tanta gente nesse mundo
E eu apaixonada por você.
Sei de sua alma de baixo para cima
E de cima para baixo.
Faço mil histórias,
Canto sozinha
E mostro ao mundo o amor.
O amor para tantos é uma ferida,
Purulenta e dolorida
Mas digo sim que quem se engancha
Nas grades do amor, invisíveis,
Encontra em si uma marca -perene-
Que traz a maior felicidade do mundo,
Alegra e não suscita feridas.
Muitos buscam esse amor
E não encontram pois ele é improcurável,
Invisível,
Inexplicável.
E não sabem que ele nos encontra
E não abandona:
é Interminável.
E eu apaixonada por você.
Sei de sua alma de baixo para cima
E de cima para baixo.
Faço mil histórias,
Canto sozinha
E mostro ao mundo o amor.
O amor para tantos é uma ferida,
Purulenta e dolorida
Mas digo sim que quem se engancha
Nas grades do amor, invisíveis,
Encontra em si uma marca -perene-
Que traz a maior felicidade do mundo,
Alegra e não suscita feridas.
Muitos buscam esse amor
E não encontram pois ele é improcurável,
Invisível,
Inexplicável.
E não sabem que ele nos encontra
E não abandona:
é Interminável.
domingo, 9 de setembro de 2012
domingo, 2 de setembro de 2012
Epifania de você
Eu, que sempre vivi sozinha,
Nunca compartilhei minha verdadeira dor.
Nunca compartilhei minha verdadeira dor.
Bordava sorrisos de mentirinha
Com agulhas de flor.
Com agulhas de flor.
Eu, que via flores em tudo
Já não reparava
A secura de meu jardim.
Tantas flores desperdiçadas
Para não deixar correr para fora
Mi'as lágrimas de cetim.
Já não reparava
A secura de meu jardim.
Tantas flores desperdiçadas
Para não deixar correr para fora
Mi'as lágrimas de cetim.
Amigos sempre tive,
Riam comigo aonde fosse.
Sempre sequei suas lágrimas,
Mas as minhas, escondia atrás de meu doce.
Riam comigo aonde fosse.
Sempre sequei suas lágrimas,
Mas as minhas, escondia atrás de meu doce.
Até que, n'um belo dia,
Jardineiro passou pelo meu jardim.
Como o viu eu não sei
Mas aproximou-se de mim.
Jardineiro passou pelo meu jardim.
Como o viu eu não sei
Mas aproximou-se de mim.
Eu, que nunca amara
Apaixonei-me por quem regou minhas flores
Apaixonei-me por quem regou minhas flores
E não deixou mais eu colhê-las;
Compartilhou meus horrores.
E então foi assim,Compartilhou meus horrores.
Nessa história sem fim,
Florescendo o jardim
Que escondia atrás de mim.
Mas quando a tristeza trazia a vontade
De arrancar uma flor,
Encontrava meu jardineiro, triste igual,
E consolávamonos juntos, banhados de amor.
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